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Após levantar R$ 293 milhões, Mitre Agro quer ampliar produção e fala em IPO

Captação foi feita por meio da emissão de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) juntos ao Itaú BBA, Bradesco BBI,Santander, BTG e ABC

Broadcast Agro, O Estado de S. Paulo

30 de maio de 2022 | 04h00

A Mitre Agro, uma das maiores produtoras de feijão carioca do País, acaba de levantar R$ 293 milhões junto ao Itaú BBA, Bradesco BBI, Santander, BTG e ABC por meio da emissão de um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA). O recurso é a base do plano de levar irrigação à quase totalidade dos plantios – hoje é pouco mais da metade, ou 7,2 mil hectares – e ampliar capital com IPO ou investidores selecionados (private placement), diz Fabrício Mitre, controlador da Mitre Agro e CEO da Mitre Realty, incorporadora listada na B3. E ajudará a mais que dobrar a área agrícola, de 13 mil para 28 mil hectares. “Em 3 a 4 anos devemos fazer um private placement ou IPO (abrir capital na B3). A captação é parte da estratégia”, diz.

Irrigação para impulsionar a produção

Mais da metade dos R$ 293 milhões vão para equipamentos de irrigação, que permitem colher até 2,5 safras/ano – na 2021/22, foram 53 mil t de feijão, soja, milho e algodão. A Mitre deve arrendar mais 15 mil hectares em 4 anos em Goiás e Mato Grosso do Sul e elevar em 50% a produção.

Diversificação e ESG como vetores

Produção de biodefensivos e de energia solar nas fazendas são ações adotadas pela Mitre Agro que reduzem custos e reforçam práticas ambientais valorizadas por investidores. A empresa ainda produz sementes de milho e prevê também de soja. O faturamento em 2021/22, próximo de R$ 250 milhões, deve dobrar em 2 safras.

Ampliação

 O BTG se aproxima cada vez mais das pequenas e médias empresas ligadas ao campo. O agronegócio já representa 20% dos mais de R$ 17 bilhões da carteira de pequenas e médias empresas da instituição. Até o fim do ano, o BTG pretende aumentar em 30% o número de parcerias com revendedoras de insumos para oferta de crédito – atualmente, são mais de 45.

In loco

Neste ano, o banco participou pela primeira vez da Agrishow, maior feira do setor, em abril. “Todas as nossas expectativas foram superadas”, diz Rogério Stallone, sócio responsável pela Carteira de Crédito Corporativo do BTG Pactual e chefe do BTG Empresas. E o banco já confirmou presença no Congresso Andav, do setor de distribuição de insumos, em agosto, e organizará a 3.ª edição do AgroForum em setembro.

Voo alto

Também colheu frutos na Agrishow a Timbro, empresa brasileira de importação, exportação e distribuição. Na feira, vendeu quatro aeronaves para produtores rurais. De janeiro a abril, o faturamento da unidade de importação de aeronaves cresceu 180% frente a igual período de 2021 – historicamente, o agro representa mais de metade dessa operação para a empresa.

Integra

 A SciCrop, de big data e inteligência de dados para o agronegócio, prevê dobrar seu faturamento neste ano, para cerca de R$ 6 milhões. José Damico, CEO da agtech, conta que a meta é chegar a R$ 46 milhões em receita até 2025. A plataforma funciona como uma biblioteca de algoritmos agropecuários que englobam de previsão de safra à logística, usados pelas grandes indústrias do setor. “A nova fronteira de produtividade do agro depende da análise de dados”, diz Damico. Hoje a empresa atende 60 players, como John Deere, Cofco, Suzano, Tereos, e pretende atingir as 550 maiores do agro até 2025.

Abre leque

Um dos focos atuais da SciCrop é ampliar a atuação junto a bancos e seguradoras do setor. “Hoje 35% da receita vem de usinas de cana-de-açúcar; 17% da indústria geral de alimentos; 11% da indústria de grãos; 11% de celulose; 9% de pecuária e 4% do setor de finanças”, conta o CEO. Para sustentar a expansão, a empresa pretende captar cerca de R$ 13 milhões em nova rodada de investimento no fim deste ano. Entre os investidores da startup está José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados, também membro do conselho da SciCrop.


 

Governo busca dinheiro para o Plano Safra 2022/23

A Secretaria Especial do Tesouro e Orçamento (Seto) bloqueou R$ 1,2 bilhão para equalizar taxas de juros no primeiro semestre do Plano Safra 2022/23. É pouco perto dos R$ 21,8 bilhões estimados para toda a safra. No Banco Central, há resistência em conceder subvenção, afirma fonte do mercado. “Para o BC, dar subsídio é fomentar o processo inflacionário”, diz.

Live do Broadcast discute safra com grandes bancos

Hoje, às 16h, a Live do Broadcast reúne Renato Naegele, do Banco do Brasil, Roberto França, do Bradesco, e Carlos Aguiar, do Santander, para discutir caminhos para viabilizar o Plano Safra 2022/23, que começa em julho. O setor produtivo propõe mudanças em várias regras que regem o sistema financeiro. 


 

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