Após madrugada tensa, estivadores deixam navio no Porto de Santos

Dois sindicalistas foram detidos pela Polícia Federal durante a madrugada, mas todos os ocupantes do Maersk La Paz já abandonaram a embarcação após acordo

Zuleide de Barros, especial para O Estado de S. Paulo,

12 de julho de 2013 | 13h16

GUARUJÁ - Depois de madrugada tensa, em que até dois sindicalistas foram detidos pela Polícia Federal, os dez ocupantes do navio Maersk La Paz deixaram a embarcação por volta das 12h30 desta sexta-feira, 12.

O cargueiro, atracado no terminal da Empresa Brasileira de Terminais Portuários (Embraport), será transferido para o cais da Brasil Terminais, também localizado na margem esquerda do Porto de Santos, em Guarujá. Lá, o Maersk La Paz será operado por trabalhadores requisitados pelo Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo).

Desde a tarde de ontem, o terminal da Embraport, bem como o navio foram tomados por cerca de cem operários, como uma forma de protesto.

No início da noite, a Embraport, empresa ligada à Odebrecht, obteve uma liminar na Justiça determinando que o terminal e o navio fossem desocupados. As lideranças do movimento entenderam quea determinação era para que o terminal fosse liberado e não o cargueiro. Diante disso, eles determinaram que os manifestantes deixassem o cais, mantendo pelo menos dez homens no interior da embarcação. Pela manhã, após série de encontros com os responsáveis pelo terminal, houve o acordo.

Para o presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Cubatão e Guarujá, Rodnei Oliveira da Silva, o Nei, "foi uma vitória da categoria, que desde o final do mês passado vem lutando para que a Embraport adote o sistema antigo de contratação dos avulsos por meio do Ogmo e não pela Consolidação das Leis do Trabalho", disse. Já os dirigentes da Embraport entendem que está propondo apenas o que a nova lei dos portos preconiza, que é a contratação por meio da CLT.

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