Após manhã de forte queda, NY oscila e reduz queda na Bolsa

Dow Jones chegou a cair mais de 7%. Pouco antes do final do pregão, oscilou forte entre altas e baixas

10 de outubro de 2008 | 16h36

O índice Dow Jones virou e começou a subir pouco antes do final do pregão. Às 16h45, a alta é de 0,46%. A Nasdaq sobe 0,38%. Nos últimos 15 minutos, a Dow Jones oscilou entre altas e baixas. A queda da Bolsa de Valores (Bovespa) ficou menor. Depois de cair 9%, a baixa agora é de 3,87%.  Veja também:Bolsas derretem no mundo todo; Bovespa cai mais de 7%Bush receberá ministros do G7 na Casa BrancaComo o mundo reage à crise Reino Unido congela ativos do banco islandês LandsbankiFMI age para garantir crédito a emergentesConfira as medidas já anunciadas pelo BC contra a criseEntenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  O grande nervosismo entre os investidores e uma batelada de notícias de empresas e bancos provocaram forte volatilidade nos principais índices de ações de Wall Street nesta manhã de sexta-feira. O Dow Jones, por exemplo, que ontem derreteu mais de 7%, chegou a ceder 8% por um breve momento, minutos depois da abertura dos negócios.  De modo geral, a aversão ao risco e movimentos de manada continuam fortes, bem como o medo da recessão e a desconfiança sobre se - e até que ponto - as autoridades políticas conseguirão reverter a situação. É nesse ambiente que cresce a expectativa de que a reunião do grupo dos sete países mais industrializados do mundo, o G-7, que começa hoje à tarde em Washington, possa trazer mais medidas concretas contra a crise financeira, além das várias que já foram anunciadas ao longo destas últimas semanas. Às 19h45 (de Brasília), o secretário do Tesouro, Henry Paulson, dará entrevista coletiva. O encontro do G-7 continua amanhã, quando também se reúnem o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial (Bird).  Um dos assuntos a serem discutidos na reunião do G-7, de acordo com o Wall Street Journal, é a proposta do governo britânico de garantir até 250 bilhões de libras (US$ 432 bilhões) em dívida bancária que vencerá num prazo de até 36 meses. O jornal fala na possibilidade de que os EUA também adotem essa medida. Outra possibilidade aventada é a de que o governo norte-americano passe a garantir, ao menos temporariamente, todos os depósitos bancários no país, na tentativa de injetar pelo menos um pouco de confiança num sistema que tanto carece dela.  Embora os EUA tenham tentado não alimentar expectativas de que um plano de socorro do G-7 será revelado neste fim de semana, o próprio presidente do país, George W. Bush, já veio a público hoje para anunciar que seu governo possui as ferramentas necessárias para restaurar a ordem nos mercados financeiros e resolver a crise econômica. Bovespa No início do dia, a Bovespa voltou a desmoronar, com direito a circuit breaker pela segunda vez nesta semana, contaminada por mais uma onda global de aversão ao risco. Logo aos 34 minutos de pregão, a BM&FBovespa teve de paralisar os negócios por 30 minutos para conter a queda do índice, que bateu a mínima de 33.238 pontos, queda de 10,36%. O Ibovespa retrocedeu esta manhã aos níveis de preços registrados no final de 2005, deixando os investidores em estado de choque, sem saber como precificar os ativos. A aversão ao risco é tamanha que o mercado perdeu a referência de preços.  A Bolsa voltou a funcionar às 11h05, com queda um pouco menor, ao redor de 6%, influenciada pela redução das perdas no exterior e se mantinha no negativo no início da tarde. No momento em que o mercado brasileiro entrou em circuit breaker, as bolsas nos EUA estavam em queda livre. Um mercado foi derrubando o outro, como um castelo de cartas. Atualizada às 16h46.

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