Após Merrill, Citi pode sofrer mais US$8 bi em baixas contábeis

O Citigroup pode estar pertode anunciar uma baixa contábil de cerca 8 bilhões de dólares noterceiro trimestre relacionada à exposição a títulos deobrigações colaterais (CDOs, na sigla em inglês), depois doMerrill Lynch ter anunciado a venda de seus CDOs com grandedesconto, disse um analista do Deutsche Bank. O analista Mike Mayo também elevou as previsões de prejuízopara o terceiro trimestre e para o acumulado de 2008 doCitigroup, o maior banco dos Estados Unidos em ativos. Na segunda-feira, o Merrill Lynch concordou em vender parauma filial do fundo de private equity Lone Star Funds suacarteira de CDOs, uma espécie de pacote de dívidas avaliada em30,6 bilhões de dólares, por apenas 6,7 bilhões de dólares. "A venda de CDO é grande e diversificada o suficiente paraser replicada para outras instituições com igual exposição eessa decisão pavimenta o caminho para novas transaçõessimilares", disseram analistas do UBS. Eles disseram que o Citigroup tem a maior exposição a essetipo de título e que os investidores deveriam esperar por novasbaixas contábeis nos próximos trimestres. O Merrill Lynch afirmou que registrará 5,7 bilhões dedólares em baixas contábeis no terceiro trimestre à medida emque se desfaz de uma grande quantidade de dívidas de altorisco, e que levantará 8,5 bilhões de dólares com a venda denovas ações. O Citigroup tem 22,5 bilhões de dólares em exposição a CDOse, com base nas perdas apresentadas pelo Merrill, terá queanunciar mais 7 bilhões em baixas contábeis, previu Mayo. Ele também previu que o banco ainda poderá ter um prejuízode 1 bilhão de dólares devido à exposição remanescente de 2bilhões de dólares a outros títulos securitizados. Mayo cortoua previsão de lucro por ação do Citi, para uma perda de 0,59dólar por ação. Para o ano, a expectativa de perda subiu de0,66 para 0,8 dólar por ação. A venda da carteira de CDOs do Merrill com forte descontodeve aumentar os temores sobre a extensão da crise de crédito,que já provocou perdas superiores a 400 bilhões de dólares embaixas contábeis registradas por grandes bancos.

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