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Após nacionalização, S&P rebaixa rating da YPF

Em 2011, a YPF respondeu por 40% do Ebitda do grupo Repsol 

Sergio Caldas, da Agência Estado,

19 de abril de 2012 | 14h09

PARIS - A Standard & Poor's rebaixou o rating corporativo de longo prazo da petrolífera hispano-argentina Repsol-YPF de BBB para BBB-. A perspectiva do rating é negativa. O rating corporativo de curto prazo da empresa também foi reduzido, de A-2 para A-3.

O rebaixamento se segue à decisão do governo da Argentina, no início da semana, de expropriar uma participação de 51% da Repsol em sua subsidiária argentina, a YPF. A nacionalização da YPF vai prejudicar significativamente as métricas de crédito da Repsol, afirmou a agência de classificação de risco.

"Isso porque a YPF respondeu por 40% do Ebitda consolidado do grupo Repsol em 2011, enquanto a YPF acumulava dívidas de  € 2,3 bilhões, em comparação à dívida ajustada consolidada da Repsol, de € 17,6 bilhões", disse a S&P em comunicado. "Além disso, o valor contábil da YPF nas contas da Repsol era de cerca de € 5,7 bilhões no final de 2011, incluindo um empréstimo de € 1,5 bilhão concedido ao grupo Petersen quando este adquiriu uma parcela de 25% na YPF", completou.

A S&P reavaliou o risco financeiro do grupo, excluindo a YPF, de "intermediário" para "significativo". Já o perfil de risco do negócio continua "satisfatório", segundo a agência.

Levando em conta o novo cenário, que exclui a YPF e não considera eventuais medidas corretivas para redução de dívida, a S&P estima agora que a relação entre os fundos ajustados de operações e a dívida da Repsol alcançará entre 20% e 25% em 2012. As informações são da Dow Jones. 

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