Após naufrágio do projeto, empresa se reduziu 'ao mínimo'

Para Rafael Birmann, proprietário da Birmann Comércio e Empreendimentos, falar do ambicioso projeto de construir o primeiro "hotel seis estrelas" da capital paulista não traz boas lembranças. A ideia grandiosa de construir um hotel de alto padrão marcou o início de um período de sérias dificuldades financeiras e de brigas judiciais com a Previ, parceira da companhia no empreendimento.

, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2010 | 00h00

Desde que o projeto naufragou, há oito anos, a companhia se viu obrigada a vender a maior parte de seus ativos para dar conta das obrigações. O negócio hoje ficou reduzido a uma operação mínima e a um site que se resume a uma página inicial com informações básicas de contato. "Praticamente liquidamos (a Birmann). Estamos recomeçando devagar", diz o empresário.

A construção do hotel foi iniciada em janeiro de 1999 e paralisada três anos depois, no início de 2002. "Tivemos dificuldades em alinhar as necessidades da Previ às nossas. (Com um comprador), o litígio entre nós e a Previ vai se equacionar", diz Birmann.

Caso a venda do empreendimento venha a se concretizar, de acordo com o empresário, o negócio pode dar um fim ao período de turbulências da Birmann. Mas o grupo não receberá dinheiro novo - apenas se livrará de passivos. Já a Previ irá embolsar em torno de US$ 15 milhões com a retomada do projeto pela OHL, segundo fontes.

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