Após PAC, Sinduscon eleva projeção de crescimento

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) elevou a projeção de crescimento do setor de 4,9% para 6% para 2007, após a divulgação das medidas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nesta segunda-feira pelo governo federal. Em relação ao crescimento do País, a projeção do Sinduscon-SP passou de 3,5% para 4%."Se as medidas pudessem ser aplicadas num estalar de dedos, o crescimento do País poderia chegar a 4,5% em 2007", diz o presidente do Sinduscon-SP, João Claudio Robusti. Ele estima que a maior parte das medidas deverá ser implementada em seis meses. Robusti afirma que o programa anunciado é "ambicioso" e que o PAC "confirmou as expectativas de ser voltado para construção e infra-estrutura em geral".Entre as medidas que justificam a revisão da meta de crescimento pelo Sinduscon-SP estão a desoneração tributária para investimentos em fundos de infra-estrutura, segundo Robusti, que possibilitará que o setor tenha mais recursos. Ele destaca também o anúncio de que haverá mudanças na atual lei de licitações, mas ponderou que não conhece os detalhes de como isso será feito."O aperfeiçoamento das agências reguladoras também é muito importante. Apesar de o marco regulatório do saneamento ter saído, ainda falta definir questões como a titularidade (entre Estados e municípios) nas regiões metropolitanas", diz o presidente do Sinduscon-SP.PIS e ConfinsRobusti elogiou também a desoneração de PIS e Cofins que incide sobre novas edificações das empresas e a redução dos prazos para a recuperação dos créditos das edificações já construídas de 25 para dois anos. "Só posso achar que essas medidas foram boas. São um estímulo para toda a edificação voltada para a iniciativa privada - parques industriais, hotéis, shoppings", diz.O presidente do Sinduscon-SP voltou a criticar a criação de um fundo de investimento em infra-estrutura com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), no total de R$ 5 bilhões. "O FGTS foi concebido para destinar recursos para habitação, saneamento e infra-estrutura urbana. Já a Cide foi criada para fornecer recursos para a infra-estrutura rodoviária. Se todos recursos da Cide tivessem sido aplicados em malhas rodoviária, não teríamos a situação caótica atual das estradas", afirma Robusti.Ele criticou também que os recursos destinados para a habitação de interesse social, para famílias com rendimento mensal de até três salários mínimos, tenham sido ampliados em R$ 1 bilhão para este ano. "Para erradicar o déficit habitacional do País, precisaríamos de R$ 100 bilhões em subsídios em 15 anos", diz.

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