Após pacote dos EUA, Ásia abre com resultados mistos

Nikkei, de Tóquio, opera em baixa de 1,3%; Kospi do mercado sul-coreano subia 9,75 pontos (0,99%)

Agências internacionais,

26 de novembro de 2008 | 01h44

As Bolsas asiáticas abriram o pregão desta quarta-feira, 26, com resultados mistos, após o governo dos Estados Unidos anunciar um pacote de estímulo à economia de US$ 800 bilhões na terça-feira.   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    O índice Nikkei da Bolsa de Valores de Tóquio registrou queda de 0,93%, para 8.246,43 pontos, na abertura. Por sua vez, o indicador Topix recuou 1,30%, para 820,76 pontos. Ao meio-dia, o Nikkei baixava 108,27 pontos (1,3%), aos 8.215,66 pontos e o Topix caía 14,33 pontos (0,68%), as 817,55 unidades.   O dólar abriu em baixa no mercado de divisas de Tóquio, a 95,45 ienes, contra os 96,57 ienes do fechamento de terça-feira. O euro era cotado a 124,38 ienes e a US$ 1,3030, frente às cotações de 124,33ienes e de US$ 1,2874 do fechamento anterior.   Em Bangcoc, o mercado também estava em queda. O índice SET perdia 9,44 pontos (2,4%), aos 382,41.   O indicador Kospi do mercado sul-coreano subia 9,75 pontos (0,99%) para se situar a 993,07 unidades. O índice de valores tecnológicos Kosdaq ganhava 3,51 pontos (1,22%), aos 290,90 pontos.   O índice JKSE da Bolsa de Cingapura subia 10,76 pontos (0,65%), aos 1.664,01. Em Kuala Lumpur, o KLCI ganhava 10,37 pontos (1,21%), aos 849,81.   O índice JKSE da Bolsa de Jacarta operava em alta de 12,55 pontos (1,09%), aos 1.166,69. O mesmo acontecia nos mercados de Manila e Hong Kong. O índice PSEI, de Manila, subia 18,90 pontos (0,99%), aos 1.927,08, e, em Hong Kong, o índice Hang Seng aumentava 111,75 pontos (0,87%), aos 12.990,35.   O programa americano prevê a injeção de US$ 200 bilhões para baratear o crédito ao consumidor e US$ 600 bilhões para reduzir juros em financiamentos imobiliários. Na tentativa de lidar com a crise de crédito que tomou conta da economia americana, o Tesouro já injetou US$ 250 bilhões em bancos do país, mas as instituições, muito fragilizadas, ainda não voltaram a conceder empréstimos normalmente.   O Fed também já reduziu a taxa de juros de 4,25% para 1%, ou seja, a política monetária tradicional está no limite. Agora, o banco central americano passa a injetar dinheiro diretamente nas áreas onde o crédito continua paralisado. Somadas todas as medidas adotadas até agora, o governo já concedeu US$ 7 trilhões em garantias, empréstimos ou compras de participações em empresas e bancos.   Texto atualizado às 3 horas

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