Daniel Leal-Olivas|AFP
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Mercados internacionais fecham sem sentido único com tensão EUA-China e dados negativos

Investidores seguem atentos ao clima tenso entre Washington e Pequim, após Trump ordenar o fechamento do consulado chinês no Texas

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2020 | 06h26
Atualizado 23 de julho de 2020 | 19h43

As Bolsas da ÁsiaEuropa Nova York fecharam sem sentido único nesta quinta-feira, 23, após o agravamento das relações entre EUA e China e também o avanço do coronavírus no país americano. Além disso, indicadores econômicos desanimadores vindos da zona do euro, somados a dados também não muito positivos do mercado de trabalho da maior economia do mundo, contribuíram para aumentar o clima de incerteza mundial. 

As rixas entre Washington e Pequim ganharam um novo capítulo na quarta, quando os EUA abruptamente ordenaram o fechamento do consulado chinês em Houston (Texas), com o objetivo de proteger "propriedade intelectual americana". A China condenou o gesto e prometeu retaliar se a decisão não for revertida.

Nos últimos meses, americanos e chineses se desentenderam também pela forma como a China lidou com a pandemia do novo coronavírus, pela imposição por Pequim de uma nova lei de segurança nacional em Hong Kong e por supostas violações de direitos humanos na região chinesa de Xinjiang.

Os investidores também acompanharam atentos a divulgação de alguns indicadores econômicos, como o índice de confiança da zona do euro, que renovou baixa ao recuar de 14,7 para 15 na passagem de junho para julho e o PIB da Coreia do Sul, que encolheu 2,9% no segundo trimestre. No entanto, apesar do clima misto, alguns ganhos foram registrados, principalmente após a divulgação de balanços de grandes empresas como DaimlerUnilever e Publicis.

Ásia e Oceania

Como era esperado, os índices da Ásia ficaram sem sentido único, após as relações entre as duas maiores potências do mundo chegar a um novo impasse. Os chineses Xangai Composto e Shenzhen Composto recuaram 0,24% e 0,02% cada, enquanto o sul-coreano Kospi caiu 0,56% e o Taiex registrou queda de 0,48% em Taiwan. Já o Hang Seng avançou 0,82% em Hong Kong.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou no azul, apesar de o governo do país prever um forte aumento no déficit orçamentário por causa da pandemia de coronavírus. O S&P/ASX subiu 0,32% em Sydney, a 6.094,50 pontos, graças ao bom desempenho de papéis de petrolíferas e ligados a consumo e ao setor imobiliário.

Europa

Na Europa, os resultados favoráveis dos balanços comerciais ajudaram a conter o clima misto, levando o Stoxx 600 a fechar com leve alta de 0,06%. Londres também evitou maiores perdas e encerrou com alta de 0,07%, mas Frankfurt teve baixa marginal de 0,01% e Paris caiu 0,07%. As Bolsas de Milão e Madri também cederam 0,70% e 0,07% cada, enquanto Lisboa avançou 0,64%.

Ainda hojem na Alemanha, o GfK divulgou na madrugada prévia mostrando que a confiança do consumidor continua se recuperando fortemente apesar da retração vista na Zona do Euro. O índice chegou a atingir mínima histórica em maio.

Bolsas de Nova York

Em Nova York, o dia foi de perdas generalizadas, não apenas por conta da queda das ações de tecnologia, mas também devido ao impasse nas negociações de um novo pacote de estímulos. Por lá, Dow Jones recuou 1,31%, S&P 500 caiu 1,23% e o Nasdaq registrou baixa de 2,29%. Nos EUA, ainda chamou a atenção o crescimento para 1,4 milhão no número de pedidos do auxílio-desemprego e o avanço da covid-19, que já chega a marca de 4 milhões de infectados.

Petróleo

A primeira alta em quatro meses dos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos pesaram sob a commodity, que conta com a retomada da economia para restabelecer a demanda que existia pelo petróleo na época pré-pandemia. Além disso, os investidores monitoram de perto o aumento de casos da covid-19 no país americano e a mais recente escalada das tensões entre EUA-China.

Com isso, o WTI para setembro, referência no mercado americano, fechou em queda de 1,98%, a US$ 41,07 o barril. Já o Brent para o mesmo mês, referência no mercado europeu, encerrou com perda de 2,21%, a US$ 43,31 o barril./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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