Nilton Fukuda/Estadão
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Após prisão de André Esteves, BTG Pactual confirma Pérsio Arida como CEO interino

Sócio fundador do BTG, Pérsio Arida já foi presidente do BC e do BNDES; banco também anunciou um programa de recompra de ações units, que durante esta 4ª feira chegaram a cair mais de 30%

Aline Bronzati e Ricardo Leopoldo, O Estado de S. Paulo

25 de novembro de 2015 | 17h17

(Texto atualizado às 20h30)

SÃO PAULO - O BTG Pactual confirmou, em nota à imprensa, que Pérsio Arida, sócio fundador do banco, ficará como CEO interino da instituição após André Esteves ter sido preso nesta quarta-feira, 25, pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato. Ele é membro do Conselho de Administração do BTG e foi presidente do Banco Central e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

"O BTG Pactual reitera que está à disposição para prestar os esclarecimentos necessários e vai colaborar com as investigações conduzidas pelas autoridades brasileiras", destacou o banco, em nota à imprensa. 

No início da noite, Pérsio Arida chegou ao hotel Sofitel, em Copacabana, na zona sul do Rio, para participar de um evento. Ele entrou por uma entrada alternativa, sem falar com a imprensa que aguardava na porta principal do hotel. O executivo participa de um seminário promovido pelo banco sobre perspectivas econômicas para 2016, no fim desta tarde. O evento, que reúne investidores, ocorre a portas fechadas.

Ações. A prisão do banqueiro se refletiu no mercado financeiro. Alinhada à aversão ao risco que se viu nos mercados de juros e câmbio, a Bovespa mostra queda consistente, refletindo os temores sobre as consequências das prisões do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e de Esteves, presidente do BTG Pactual. 

Pela tarde, os papéis do setor financeiro eram os mais penalizados, com as units do BTG derretendo mais de 30%. (As units são uma espécie de pacote de ativos. Ele pode ser formado por ações ordinárias, preferenciais, bônus de subscrição, etc).

O BTG Pactual também informou pela tarde que seu conselho de administração aprovou hoje um programa de recompra de ações de até 23.051.312 units. O objetivo, conforme a companhia, é de "realizar a aplicação eficiente dos recursos disponíveis em caixa, de modo a maximizar a alocação de capital da empresa e a geração de valor para os seus acionistas".

A instituição financeira ainda ressaltou que pode pleitear uma aprovação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para adquirir quantidade superior a 10% da quantidade total de units. Hoje, tanto o Banco BTG Pactual quanto o BTG Pactual Participations possuem 230.513.118 units em circulação, e nenhuma unit ou ação em tesouraria. O prazo do programa de recompra será de até 18 meses.

O comunicado foi assinado pelo diretor de Relações com Investidores do Banco BTG Pactual e do BTG Pactual Participations, João Marcello Dantas Leite. (Colaboraram Denise Abarca, Suzana Inhesta, Idiana Tomazelli e Mariana Durão)

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