Susan Walsh|AP
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Após quase dez anos, banco central dos EUA sobe taxa de juros

Autoridade monetária elevou juro para a faixa de 0,25% a 0,50% e informou que, a partir de agora, pretende fazer uma alta gradual da taxa

O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2015 | 17h05

O banco central dos Estados Unidos (Federal Reserve, o Fed) decidiu de maneira unânime nesta quarta-feira, 16, subir a taxa de juros do país para a faixa de 0,25% a 0,50%. É a primeira elevação da taxa em quase uma década. Depois do anúncio, a autoridade monetária informou que pretende fazer uma alta gradual dos juros.

O BC dos EUA havia cortado os juros para perto de zero na crise financeira de 2008 e desde então não havia mudado sua política monetária.

Na terça-feira os mercados assumiram uma postura positiva para a mudança potencialmente histórica do Fed. Os analistas disseram que, após semanas de preparação, uma decisão inesperada de não subir os juros seria a escolha mais perturbadora.

"O Fed espera que as condições econômicas irão se desenvolver de uma maneira que justifique apenas altas graduais nas taxas dos fed funds", divulgou a instituição em um comunicado após um encontro de dois dias. Para enfatizar esse ponto, os dirigentes acrescentaram no comunicado que eles antecipam "ajustes graduais" nos juros. 

A presidente do Fed, Janet Yellen, disse que a elevação na taxa de juros reflete "a confiança do Fed de que a economia continuará a se fortalecer" e "marca o fim de um período extraordinário de sete anos o qual a taxa dos Fed Funds foi mantida perto de zero para apoiar a recuperação da economia da pior crise financeira e da pior recessão desde a Grande Depressão". 

Yellen ponderou a decisão do Fed ao afirmar que "alguma fraqueza no mercado de trabalho ainda permanece" e que por isso ainda "há espaço para mais melhora no mercado de trabalho". Em meio a este cenário, Yellen destaca que as altas futuras dependerão de como economia irá se comportar. Ainda assim, a visão geral é que as "condições da atividade econômica dos EUA continuarão melhorando", uma vez que "os riscos oriundos da economia global diminuíram".

Projeções. O Fed manteve a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos para este ano em 2,1% em relação à projeção feita na reunião em setembro. 

Por outro lado, em 2016, a economia do país deve crescer 2,4%, ante estimativa de setembro de 2,3%, enquanto a previsão de expansão para 2017 permaneceu em 2,2% e a de 2018 ficou em 2,0%. Para o longo prazo, a taxa média de crescimento permaneceu em 2,0%.

Em relação ao emprego, as autoridades do Fed esperam progresso nos postos de trabalho nos próximos anos. Eles acreditam que a taxa de desemprego, que atualmente está em 5,0%, termine o ano de 2015 neste mesmo patamar. 

Por outro lado, a expectativa com a taxa de desemprego para 2016 recuou de 4,8% para 4,7%, a mesma projeção para os anos de 2017 e 2018. A estimativa da taxa de desemprego no longo prazo permaneceu em 4,9%.

O Fed manteve a previsão de inflação em 2015 em 0,4% em relação a projeção de setembro. Para 2016, a estimativa mais recente é de 1,6%, de 1,7% em setembro, e para 2017 a projeção ficou mantida em 1,9%. Em 2018, a expectativa permaneceu em 2,0% de inflação. A projeção no longo prazo continuou em 2,0%.

Para 2015, a previsão do Fed para o núcleo da inflação caiu de 1,4% em setembro para 1,3%. Para 2016, ela diminuiu de 1,7% (setembro) para 1,6% e para 2017 ela permaneceu em 1,9%. Para 2018, a taxa continuou em 2,0%. / Niviane Magalhães, com informações da Dow Jones Newswires.

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