Após quatro meses de queda, emprego industrial aumenta 0,5%

Após quatro meses seguidos de queda, o emprego industrial cresceu 0,5% em fevereiro, na comparação com janeiro. O dado, divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou, porém, que na comparação com o mesmo mês do ano passado houve queda de 0,8% no indicador, representando a sexta retração consecutiva nessa base de comparação. Segundo o instituto, no indicador acumulado do primeiro bimestre do ano, a redução foi de 1,1%. Já o nível de emprego dos últimos 12 meses ficou com retração de 0,4%, mantendo sua trajetória de desaceleração. Na comparação com fevereiro de 2005, as demissões superaram as admissões em nove dos 14 locais pesquisados. As principais pressões positivas ficaram a cargo das regiões Norte e Centro-Oeste, com aumento de 9,7% no número de vagas, e Minas Gerais, com alta de 1,9%. O ramo de Alimentos e bebidas foi o responsável em impulsionar a taxa em ambos os locais, com crescimento de 24,8% e 17,8%, respectivamente. EMPREGO NA INDÚSTRIA DE FEVEREIRO A FEVEREIRO (em%) Mês Ante mês anterior Ante igual mês do ano anterior Fevereiro 2005 -0,16 2,64 Março -0,21 2 Abril 0,63 3 Maio -0,06 1,91 Junho -0,60 1,23 Julho 0,05 1,19 Agosto -0,10 0,26 Setembro 0,50 -0,06 Outubro -0,15 -0,27 Novembro -0,66 -0,93 Dezembro -0,56 -1,13 Janeiro -0,03 -1,36 Fevereiro/2005 0,45 -0,76 Destaque negativo O destaque negativo, por sua vez, foi para o Rio Grande do Sul, onde houve retração de 9% do total de empregados do setor. Segundo o instituto, a queda foi decorrente, principalmente, da diminuição de 23,25 no número de vagas do setor calçadista. Em seguida veio Santa Catarina, com queda de 3,6% no número de empregados. O IBGE explicou que o setor de Madeira representou o maior impacto no resultado total com retração de 13,5%. A região Nordeste, onde o número de vagas caiu 2,7%, veio em seguida, puxada, sobretudo, pelo ramo de Alimentos e bebidas, onde 5,4% dos empregados foram mandados embora. Setores Por setores, ainda na comparação de fevereiro com fevereiro, 13 das 18 atividades tiveram retração no número de vagas, com destaque para Calçados e artigos de couro, com -14,2%; máquinas e equipamentos, com queda de 8,4%; e madeira, que retraiu 14,3%. Em sentido contrário, Alimentos e bebidas cresceu 8,8%; Máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações, 5%; e meios de transporte, 3,6%; representaram os principais impactos positivos. Folha de pagamento Ao mesmo passo que aumentou o número de vagas em fevereiro, também aumentou o pagamento dos funcionários. Com base em janeiro deste ano, a folha de pagamento real da indústria, descontada de efeitos sazonais (particularidades de determinados meses do ano), cresceu 2,4%. Segundo o IBGE, o responsável por esse aumento foi a indústria extrativa, que teve um acréscimo de 31,1% no pagamento de seus empregados por conta de concessão de benefícios. Na indústria de transformação, por sua vez, a alta na folha foi bem menor expressiva, de 1,3%. Com o acréscimo, o pagamento aos funcionários da indústria, de um modo geral, já acumula alta de 7,7%, tomando como base dezembro do ano passado. Este texto foi atualizado às 15h33.

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