PAULO WHITAKER/REUTERS
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Bolsa corrige queda e fecha em alta de 3,7%; dólar cai a R$ 3,69

Mercado reagiu positivamente à declaração de Paulo Guedes, que reafirmou independência do BC no futuro governo; melhora no mercado externo impulsionou Bolsa

Luciana Antonello Xavier e Barbara Nascimento, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2018 | 12h05
Atualizado 30 de outubro de 2018 | 17h22

A melhora do humor pontual nas bolsas de Nova York ajudou a impulsionar a Bolsa nesta terça-feira, 30, juntamente com o enfraquecimento do dólar e juros futuros após declarações do economista Paulo Guedes, futuro ministro da Economia no governo de Jair Bolsonaro.

O Ibovespa terminou em alta de 3,69%, aos 86.886 pontos. Mesmo com a queda no preço do barril de petróleo, os papéis ordinários (ações com direito a voto) da Petrobrás registraram valorização de 5,53%. Já o dólar fechou em queda de 0,26%, aos R$ 3,6924, após ter chegado, na máxima do pregão, aos R$ 3,7362.

Guedes defendeu a independência do Banco Central e que a reforma da Previdência seja aprovada ainda este ano. Também afirmou que as reservas internacionais só seriam usadas em crise especulativa. "Se o dólar chegar a R$ 5,00, vai ser muito interessante, porque vamos vender US$ 100 bilhões. São R$ 500 bilhões. Na mesma hora, vai recomprar dívida interna. Chama-se política de esterilização. Não vai se fazer isso", afirmou Guedes, em entrevista a jornalistas pouco antes de entrar na casa do empresário Paulo Marinho, no Rio, onde está reunido neste momento com Bolsonaro.

Na Bolsa, as ações da Petrobrás subiam há pouco mais de 2%, com a perspectiva de andamento da reforma da Previdência e de votação hoje da cessão onerosa, e apesar do recuo na mesma magnitude do petróleo.

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