Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Após queda do dólar, brasileiros aumentam gastos em viagens internacionais

Diferença entre o que brasileiros gastaram lá fora e o que os estrangeiros desembolsaram no Brasil foi de US$ 970 milhões em junho; dólar caiu 11% no período

Bernardo Caram e Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2016 | 13h33

BRASÍLIA - Os brasileiros gastaram mais dinheiro em viagens internacionais no mês de junho. No mês passado, quando o dólar recuou 11% ante o real, a diferença entre o que os brasileiros gastaram lá fora e o que os estrangeiros desembolsaram no Brasil foi de um saldo negativo de US$ 970 milhões. Em igual mês de 2015, o déficit nessa conta era de US$ 1,203 bilhão.

O desempenho da conta de viagens internacionais foi determinado por despesas de brasileiros no exterior, que somaram US$ 1,372 bilhão em junho, um aumento de 23% em relação aos gastos registrados em maio, de US$ 1,113 bilhão.

Já o gasto dos estrangeiros em passeio pelo Brasil ficou em US$ 402 milhões no mês passado, queda de 7,3% em relação a maio (US$ 434 milhões).

No acumulado do ano, o saldo líquido dessa conta ficou negativo em US$ 3,377 bilhões. Em igual período do ano passado, esse valor era de US$ 6,996 bilhões. Para 2016, o BC estima um déficit de US$ 6 bilhões para esta rubrica, praticamente a metade dos US$ 11,5 bilhões de déficit registrados em 2015.

Olimpíada. O chefe do departamento econômico do BC, Tulio Maciel, disse que a autoridade monetária espera um incremento de US$ 200 milhões com gastos de estrangeiros no Brasil em função das Olimpíadas. O valor é muito inferior ao registrado na Copa do Mundo de 2014, quando ficou próximo a US$ 900 milhões, segundo o técnico. O valor impactará o resultado das contas de julho, agosto e setembro.

Maciel argumentou que o fato de o evento ser quase todo centralizado no Rio de Janeiro pode explicar a estimativa menor. O número foi calculado levando em conta os resultados apresentados nos países sede das últimas três edições dos Jogos Olímpicos.

Ele ressaltou que esse valor será adicional ao que normalmente é registrado de gastos no País. "A cidade do Rio de Janeiro já tem um fluxo permanente", lembrou. 

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