Antônio Cruz/Agência Brasil
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Coluna

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Após queda no 1º trimestre, mercado financeiro já prevê recuo de 6,25% no PIB de 2020

Projeção oficial do governo é de que retração de 4,7% na atividade econômica, que sofre com a crise provocada pela pandemia de covid-19

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2020 | 09h37

BRASÍLIA - Na esteira dos dados mais recentes de atividade, os economistas do mercado financeiro reduziram novamente suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 1º, pelo Banco Central (BC), a expectativa para a atividade econômica este ano passou de retração de 5,89% para queda de 6,25%. Há quatro semanas, a estimativa era de baixa de 3,76%.

Para 2021, a previsão de crescimento foi mantida em 3,50%. Na última sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB recuou 1,5% no primeiro trimestre de 2020, ante o quarto trimestre de 2019. Na comparação com o primeiro trimestre de 2019, a queda foi de 0,1%.

O resultado oficial do PIB mostra que a pandemia de covid-19 afetou fortemente a atividade econômica no País, mesmo que as medidas de isolamento social para conter o avanço do coronavírus tenham sido adotadas somente a partir da segunda metade de março, o que aponta, segundo analistas, para um segundo trimestre ainda pior.

A estimativa da equipe econômica do governo federal para o desempenho da economia brasileira em 2020 é de queda de 4,7%, ainda abaixo da divulgada pelo Banco Mundial, que estima um tombo de 5%, e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que prevê queda de 5,3%.

Inflação em baixa

De acordo com o Focus, a mediana das previsões para o IPCA, o índice oficial de preços, passou de alta de 1,57% para 1,55%. Há um mês, estava em 1,97%.

Essa projeção já está bem abaixo do centro da meta de 2020, de 4,00%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,50% a 5,50%).

A expectativa de inflação no curto prazo tem sido bastante afetada pela perspectiva de que, com a pandemia do novo coronavírus, a atividade econômica seja fortemente prejudicada, com impactos negativos sobre a demanda por produtos e baixa da inflação.

Em maio, o IBGE informou que o IPCA recuou 0,31% em abril - o menor índice desde agosto de 1998. No acumulado do ano, a taxa está positiva em 0,22%.

A projeção dos economistas para a Selic, a taxa básica de juros, no fim de 2020 foi mantida em 2,25%.

No início do mês passado, ao cortar a Selic de 3,75% para 3% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central informou que, para a próxima reunião, “considera um último ajuste, não maior do que o atual, para complementar o grau de estímulo necessário como reação às consequências econômicas da pandemia da covid-19”. “No entanto, o Comitê reconhece que se elevou a variância do seu balanço de riscos e ressalta que novas informações sobre os efeitos da pandemia, assim como uma diminuição das incertezas no âmbito fiscal, serão essenciais para definir seus próximos passos”, ponderou o colegiado.

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