Agliberto Lima|Estadão
Agliberto Lima|Estadão

coluna

Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Após reajuste do gás de botijão, Sindigás pede nova política também para GLP industrial

Segundo o presidente do sindicato, o gás liquefeito de petróleo para uso industrial é vendido pela Petrobrás com ágio de 28% em relação ao preço internacional para a indústria e o comércio brasileiros

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2018 | 17h46

RIO – A diferença entre o preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) de uso residencial – conhecido como gás de botijão – e o GLP de uso industrial ficará ainda maior após a Petrobrás anunciar nesta quinta-feira, 18, uma nova política de preços para o primeiro produto, alertou o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), Sérgio Bandeira de Mello.

O sindicalista reivindica que a Petrobrás crie também uma política de preços para o GLP industrial, que, segundo ele, é vendido pela estatal com ágio de 28% em relação ao preço internacional para a indústria e comércio brasileiros.

++Petrobrás revisa política de preços de gás e valor do botijão cai 5%

"Depois desse anúncio o GLP industrial deve estar uns 40% mais caro que o GLP residencial, e é a mesma molécula, não faz sentido isso", disse Mello ao Estadão/Broadcast. "Isso reduz a competitividade da indústria brasileira, queremos uma política transparente para o GLP Industrial", completou.

Ele informou que apesar da alta de preços, o consumo do GLP residencial subiu 1,77% nos últimos 12 meses encerrados em novembro de 2017, enquanto o GLP industrial teve queda de 1,44% no mesmo período, o que demonstra que as indústrias e o comércio estão buscando outras fontes de geração de energia.

++Novo estatuto da Caixa prevê rito de empresa privada para escolher vice-presidente

Ao contrário dos demais combustíveis vendidos pela Petrobrás, o GLP residencial é protegido por uma resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), de 2005, que reconhece como de interesse para a política energética nacional a prática de preços diferenciados para o GLP destinado ao uso doméstico, devido ao seu elevado impacto social. O GLP residencial, ou gás de botijão de 13 kg, afeta a parcela da população brasileira de menor poder aquisitivo.

Mello não soube avaliar o impacto para o setor da mudança feita pela Petrobrás, que passou o ajuste do GLP residencial de mensal para trimestral, e reduziu o preço em 5% nas refinarias a partir de amanhã.

"Deve ser menos perfeito do que estava sendo, mas preferimos assistir a implantação e depois opinar", avaliou. "Mas acho trimestral um período muito longo, deveria ter precificação diária", sugeriu.

++Petrobrás bate recorde de produção de petróleo em 2017

O executivo disse ainda que tem dúvidas de como funcionará a nova política, já que os ajustes do preços serão trimestrais mas a conversão para real vai levar em conta os últimos 12 meses.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.