SERGIO DUTTI/ESTADÃO
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Após rebaixamento, Rio alega que reequilíbrio das finanças depende de reação da economia

Agência de ratings Fitch reviu a nota do estado de B- para C; Rio tem atrasados cerca de R$ 500 milhões em repasses de operações de crédito consignado tomado pelos servidores

Antonio Pita, O Estado de S.Paulo

16 Setembro 2016 | 15h10

RIO - Após ter a nota de crédito rebaixado pela Fitch Ratings, o governo do Rio alega que o reequilíbrio das finanças do Estado "depende da reação da economia brasileira". Na quinta-feira, 15, a agência de classificação de risco reviu a nota do estado de B- para C em relação ao risco de inadimplência nos títulos devidos a diferentes instituições. Na última semana, o Estado foi alvo de ação de arresto pela Justiça do Rio, para quitar os salários dos servidores. 

Em curto comunicado divulgado nesta sexta-feira, 16, o governo do Estado, por meio da secretaria de Fazenda, informou que "está concentrando esforços na busca do reequilíbrio das finanças". A nota alega ainda que "a recuperação da economia fluminense depende também da reação da economia brasileira".

O rebaixamento do rating pela Fitch foi anunciado na noite da quinta-feira, 15. A agência ressaltou que o Rio não cumpriu obrigações no período entre maio e setembro, e tem débitos superiores a US$ 160 milhões em títulos. "A nota também reflete níveis excepcionalmente altos de risco de crédito. A Fitch não espera que o Rio tenha capacidade financeira ou fiscal de honrar as dívidas que vencem no quarto trimestre de 2016", avaliou a agência, em nota. 

Além da dificuldade com os títulos de dívida, o Rio tem atrasados cerca de R$ 500 milhões em repasses de operações de crédito consignado tomado pelos servidores. Ontem, o Broadcast, sistema de notícias em tempo real da Agência Estado, antecipou que o Estado pagaria metade da dívida nesta sexta-feira, 16. A Secretaria de Fazenda não comenta o pagamento. 

Na última semana, o estado também foi alvo de ação de arresto das contas para pagamento de salário de funcionários, referente ao mês de agosto. Uma decisão da 8ª Vara de Fazenda Pública determinou a coleta de cerca de R$ 470 milhões nos cofres do estado para garantir o pagamento dos salários, o equivalente a 26% da folha de pagamento. Somente R$ 52 milhões foram encontrados até a última terça-feira, dia 13.

 

Decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determina que o Estado pague os servidores até o terceiro dia útil de cada mês - o Rio entrou com recurso para manter o seu calendário, com pagamento previsto até o 10º dia útil de cada mês. De acordo com a secretária de Fazenda, todos os salários do mês de agosto foram quitados na quarta-feira, dia 14, sem a necessidade de concluir o arresto judicial. 

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