Suamy Beydoun/Agif
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À espera de corte de juros, dólar volta ao patamar de R$ 4

O CDS, que mede o risco-País, se estabilizou em 117,15 pontos-base depois de encerrar no melhor nível desde 2013 na última segunda

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2019 | 12h20

À espera da divulgação da decisão de juros tantos nos Estados Unidos quanto no Brasil, o dólar se manteve contido ante o real. Em ambos os casos, a expectativa é de que não haja surpresas: espera-se um corte de 0,25 ponto porcentual pelo Fed e de 0,50 ponto na taxa Selic. Diante da agenda cheia, que deve determinar o ritmo do mercado globalmente nos próximos dias, os investidores pisaram no freio. No fim do pregão, o dólar tomou algum fôlego e terminou esta terça-feira, 29, novamente no patamar dos R$ 4. 

 

Na segunda, 28, a moeda havia encerrado o dia abaixo desse nível pela primeira vez em mais de dois meses por conta, entre outros motivos, da queda do Credit Default Swap (CDS) de cinco anos — derivativo que mede o custo de proteção contra um calote da dívida soberana brasileira— que se estabilizava em 117,15 pontos-base, o menor nível para um encerramento desde 2013 (111,179 pontos-base).

A melhora desses indicativos no mercado ganhou força depois de o Senado concluir, no último dia 23, a votação da reforma da Previdência, tirando definitivamente um importante fator de risco para o mercado. Além disso, os sinais de progresso nas negociações tarifárias entre Estados Unidos e China, menor chance de um Brexit desordenado e expectativas de mais cortes de juros nos Estados Unidos ajudaram a diminuir a percepção de risco, o que reduziu prêmios na dívida brasileira e colaborou para a queda do CDS.

Bolsa 

A terça-feira foi dia de realização de lucros no mercado brasileiro de ações, com os investidores recolhendo parte dos ganhos obtidos recentemente. O Índice Bovespa terminou o pregão contabilizando baixa de 0,58%, aos 107.556,26 pontos. O volume de negócios foi reduzido, totalizando R$ 15 bilhões.

A queda foi puxada pelas ações do setor financeiro, justamente as que vinham dando fôlego às altas dos últimos dias, quando o Ibovespa bateu sucessivos recordes. O Ifinanceiro, que congrega ações de 19 papéis de bancos e empresas de seguro e previdência, teve perda de 1,22%, bem superior ao Ibovespa. Já alguns papéis do setor de consumo estiveram entre as maiores altas do dia, refletindo a expectativa pela divulgação de balanços financeiros e também os efeitos positivos do novo corte de juros no Brasil, previsto para amanhã.

 

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