Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Após recorde, Petrobrás reduz preço da gasolina nas refinarias em 0,59%

Diminuição ocorre após ANP apontar um preço médio recorde nos postos do Brasil na semana passada, de R$ 4,652 por litro; última redução de preços havia sido no dia 10 de agosto

Reuters, O Estado de S.Paulo

24 Setembro 2018 | 17h00

A Petrobrás informou que reduzirá o preço médio da gasolina em suas refinarias em 0,59%, para R$ 2,2381 por litro, a partir desta terça-feira, 25, após manter o valor do produto estável por dez dias, de acordo com informação do site da estatal.

O valor anterior, de R$ 2,2514 por litro, era recorde nominal (sem considerar a inflação) da era de reajustes quase diários da Petrobrás, iniciada em meados do ano passado.

A diminuição do valor na refinaria ocorre após pesquisa da reguladora ANP apontar um preço médio recorde nos postos do Brasil na semana passada, de R$ 4,652 por litro, o que representou uma alta de 0,52% ante a semana anterior.

A redução da gasolina na refinaria da Petrobrás vem em dia de disparada nos preços do petróleo, que subiram mais de 3% nesta segunda-feira, para máximas de quatro anos, após Arábia Saudita e Rússia afirmarem no final de semana que não têm decisão imediata para aumentar a produção, apesar de apelos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Na esteira da alta nos preços do petróleo, os contratos futuros da gasolina nos EUA, o mesmo utilizado para hedge pela Petrobrás, subiam quase 2% no meio da tarde no Brasil.

A Petrobrás segue fatores como câmbio e mercados de petróleo e derivados no exterior para estabelecer suas cotações da gasolina nas refinarias.

Mas desde o início do mês a estatal ganhou mais estabilidade para reajustar seus preços, ao informar que pode adotar mecanismos de hedge no mercado futuro da gasolina nos EUA para tentar conter a volatilidade das cotações do combustível em suas refinarias.

O mecanismo permite que a empresa reduza a frequência dos reajustes, podendo manter preços congelados nas refinarias por até 15 dias sem incorrer eventualmente em perdas.


Já o diesel da Petrobrás segue com o preço congelado nas refinarias em R$ 2,2964 por litro, em meio a um programa de subvenção do governo federal ao combustível, anunciado após uma histórica greve de caminhoneiros em maio disparada por protestos contra a alta nos preços.

As ações preferenciais da Petrobrás operavam em queda de 0,70%, a R$ 20,00 às 16h22, enquanto as ações ordinárias caíam 0,13%. O índice Ibovespa operava em queda de 1,59% no mesmo horário.

Etanol sobe em 18 Estados, mas segue vantajoso em seis e DF

Os preços do etanol hidratado subiram nos postos de 18 Estados brasileiros e do Distrito Federal na semana passada, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas. Em outros sete Estados houve redução nos valores e no Ceará os preços ficaram estáveis.

Na média dos postos brasileiros pesquisados pela ANP, houve alta de 0,82% no preço do etanol na semana passada. A maior alta porcentual entre todos os avaliados na semana passada, de 2,64%, foi no Amapá. A maior baixa no preço do biocombustível na semana passada, de 1,83%, foi no Amazonas.

Mesmo com as altas consecutivas, os preços médios do etanol continuam vantajosos sobre os da gasolina nos cinco Estados entre os maiores produtores do País - São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás e Mato Grosso. O uso do bicombustível é também favorável ao consumidor do Rio de Janeiro e do Distrito Federal. O levantamento considera que o etanol de cana ou de milho, por ter menor poder calorífico, tenha um preço limite de 70% do derivado de petróleo nos postos para ser considerado vantajoso.

Em Mato Grosso, o hidratado é vendido em média por 57,83% do preço da gasolina, em São Paulo por 59,83%, em Goiás em 60,04% e em Minas Gerais a 60,74%. No Paraná, a paridade está em 64,30%, no Rio de Janeiro em 67,00% e no Distrito Federal em 68,85%. Na média brasileira, a paridade é de 60,86% entre os preços médios do etanol e da gasolina, também favorável ao biocombustível.

A gasolina é mais vantajosa no Amapá, com a paridade de 91,53% para o preço do etanol.

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