Após redução de dívida, Vale faz planos de expansão

Após redução de dívida, Vale faz planos de expansão

Mineradora estuda ainda a possibilidade de investir em eletricidade, entrando na disputa por quatro usinas da Cemig

O Estado de S.Paulo

18 Setembro 2017 | 22h24

A mineradora Vale tem realizado estudos para definir uma nova estratégia de crescimento, que deverá ser colocada em prática assim que a companhia cumprir suas metas atuais de reduzir o endividamento para níveis confortáveis, disse nesta segunda-feira, 18, o diretor-geral de Recursos Humanos e Consultoria Geral da empresa, Clóvis Torres.

O executivo afirmou ainda que a Vale tem, em separado, avaliado a possibilidade de investir em negócios no setor de eletricidade, como uma possível aquisição de concessões de hidrelétricas da estatal mineira Cemig que a União pretende colocar em leilão ainda neste mês, devido ao vencimento do prazo de exploração dos ativos.

Segundo Torres, a definição de como a Vale buscará garantir sua expansão nos próximos anos tem sido “o principal desafio” do novo presidente-executivo da companhia, Fabio Schvartsman. “Estamos aí numa retomada, cumprindo o que prometemos no nosso planejamento estratégico. Vamos cumprir o mais rápido possível, para chegar a níveis confortáveis de endividamento”, afirmou a jornalistas, após participar de uma conferência do setor de mineração em Belo Horizonte. “A partir daí, você tem que ter, sim, uma estratégia de crescimento definida. Para buscar aí, seja diversificação, seja fusões e aquisições, seja crescimento mesmo com novos projetos. Essa é a mudança que ele (Schvartsman) se propõe a colocar na mesa”, acrescentou, sem antecipar detalhes sobre os estudos.

Em julho, Schvartsman disse que a meta da Vale de reduzir o endividamento para cerca de US$ 15 bilhões deve ser atingida apenas durante 2018. No fim do segundo trimestre, a dívida líquida da empresa estava em aproximadamente US$ 22 bilhões.

Energia. No setor elétrico, onde possui investimentos por meio da Aliança, uma joint venture com a mineira Cemig, a Vale tem interesse em disputar um leilão agendado para 27 de setembro, no qual a União oferecerá a investidores quatro hidrelétricas.

As usinas de Jaguara, Miranda, São Simão e Volta Grande somam 2,9 gigawatts em capacidade instalada de geração, e o governo quer arrecadar ao menos R$ 11 bilhões com a cobrança de bônus de outorga junto aos vencedores da disputa pelos ativos, que pertenciam à Cemig antes do fim dos contratos de concessão.

Segundo Torres, a Vale deverá utilizar a Aliança como veículo de investimento caso decida participar da disputa. Ele disse, no entanto, que a decisão está condicionada a definições em torno de uma disputa jurídica pelos ativos que serão licitados – a Cemig tem buscado negociar um acordo com a União para manter as usinas, além de tentar derrubar ou suspender o leilão na Justiça. No momento, inclusive, a realização do leilão está suspensa devido a uma liminar, que a Advocacia-Geral da União tem tentado derrubar. / REUTERS

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