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Após reunião com a Fenaban, bancários mantêm greve

Nova rodada de negociações acontece na manhã desta sexta-feira; bancários reivindicam 10% de reajuste

Maíra Teixeira, da Central de Notícias,

01 de outubro de 2009 | 23h39

 

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região decidiu nesta quinta-feira,1º, manter a greve da categoria, que hoje completou oito dias. Segundo a assessoria de imprensa dos grevistas, as negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban)foram suspensas após reunião nesta manhã em que os banqueiros não apresentaram proposta. A Fenaban foi procurada, mas não atendeu aos telefonemas da reportagem e não divulgou nota.

 

Nesta sexta-feira, haverá nova rodada de conversas entre as duas partes, a partir das 11 horas. Hoje, segundo balanço do sindicato, 34,5 mil bancários participaram da greve em 796 locais de trabalho. Na tarde desta sexta-feira, os bancários realizam nova assembleia, às 17 horas, para decidir os rumos do movimento.

 

Os bancários reivindicam 10% de reajuste salarial (sendo 5% de aumento real), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) composta pelo pagamento de três salários, acrescidos de valor fixo de R$ 3.850. Em proposta anterior, a Fenaban previa pagamento de 1,5 salário, limitado a R$ 10 mil e a 4% do lucro líquido do banco.

 

No ano passado, os bancários receberam até 2,2 salários limitado a R$ 13.862. Pela regra em vigor, os bancos têm que distribuir entre 5% e 15% de seu lucro liquido, mas propuseram diminuir o teto para 4% do lucro líquido. Em 2008, os bancários receberam até R$ 1.980 de valor adicional à PLR. Se os bancários aceitassem a atual proposta da Fenaban, esse valor adicional seria de até R$ 1.500.

 

O Sindicato dos Bancários informou que o debate sobre a PLR tomou boa parte das negociações de hoje. O comando da greve reforça a necessidade de tornar a distribuição da PLR mais justa com regras simplificadas.

 

Os trabalhadores também pedem a inclusão na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de uma cláusula de proteção ao emprego em caso de fusão. Os bancários exigem ainda o fim do assédio moral e das metas abusivas, práticas que provocam o adoecimento dos trabalhadores.

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