Marcos Correa / PR
Marcos Correa / PR

Após reunião com líderes partidários, Bolsonaro diz: 'Tudo ocorreu em alto nível'

Presidente usou rede social para se manifestar sobre agenda com líderes de partidos políticos e afirmou que 'nada se falou sobre cargos'

Luci Ribeiro e Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2019 | 18h18

O presidente Jair Bolsonaro usou o Twitter nesta quinta-feira, 4, para dizer que "tudo ocorreu em alto nível" e "nada se falou sobre cargos" nas reuniões que realizou com presidentes e líderes de partidos políticos. Para ele, as primeiras conversas demonstram que Executivo e Legislativo estão unidos pela reforma da Previdência.

"Pela manhã me reuni com vários presidentes e líderes de partidos. Tudo ocorreu em alto nível. Ao contrário do que propalado por alguns, nada se falou sobre cargos. Executivo e Legislativo unidos, por uma causa que representa o futuro de nossos filhos e netos: a Nova Previdência", postou Bolsonaro.

Criticado pela falta de articulação política, principalmente no Congresso, Bolsonaro resolveu dar início a um movimento de aproximação das lideranças partidárias nesta quinta-feira, depois de três meses de governo. Pela manhã, o presidente recebeu PSD, PP, PSDB, DEM e PRB. No final da tarde, reuniu-se com líderes do MDB. Participaram do encontro o presidente da sigla, Romero Jucá, e os líderes do partido na Câmara, Baleia Rossi (SP), e no Senado, Eduardo Braga (AM).

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, responsável pela articulação, acompanha todos os encontros. Em conversas com representantes das siglas, nesta quinta, Bolsonaro e Onyx demonstraram disposição para manter reuniões periódicas com presidentes e líderes partidários. O objetivo é viabilizar a aprovação da reforma da Previdência e melhorar o diálogo com o Congresso.

Na próxima semana, Bolsonaro terá uma nova rodada de reuniões, desta vez com PSL, PR, PROS, Podemos e Solidariedade. Por enquanto, só o PSL, que é o partido de Bolsonaro, integra a base de apoio do governo no Congresso.

Segundo o Broadcast apurou, essas primeiras conversas foram rápidas, mas, segundo relatos, ocorreram em tom "muito respeitoso". Segundo fontes, Bolsonaro deixou para trás o discurso da campanha e seguiu o roteiro esperado de fazer um apelo por apoio às reformas, porém evitou entrar em detalhes de como se daria a negociação.

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