André Dusek|Estadão
André Dusek|Estadão

Maia diz que governo vai zerar a Cide sobre o diesel; sindicato afirma que atos continuam

Impacto fiscal com isenção do imposto para o diesel pode chegar a R$ 2 bilhões; segundo caminhoneiro, fim de tarifa não traz impacto nos custos do frete

Igor Gadelha e Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

22 Maio 2018 | 16h42

BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou na tarde desta terça-feira, 22, pelo Twitter, que o governo vai zerar a Cide sobre o diesel para ajudar a reduzir o preço dos combustíveis no País. Ele também anunciou acordo para destinar 100% dos recursos do projeto de reoneração da folha de pagamento para reduzir o impacto do aumento do diesel. O impacto fiscal da isenção do imposto sobre o diesel, de acordo com uma fonte da Receita Federal ouvida pelo Estadão/Broadcast, pode chegar a R$ 2 bilhões.

+ AO VIVO: Protestos de caminhoneiros alcançam 2º dia pelo País

As medidas do governo adiantadas por Maia, no entanto, não agradaram os caminhoneiros. Em nota, o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) reforçou o pedido para que a categoria mantenha os atos sobretudo nas rodovias.  A Polícia Rodoviária Federal (PRF) contabilizava até as 15h57 interrupções em rodovias federais de 22 Estados por causa da paralisação de caminhoneiros

"Eu e o presidente do Senado (Eunício Oliveira) combinamos com o governo federal: os recursos da reoneração serão todos utilizados para reduzir o impacto do aumento do diesel. E também acertamos com o ministro da Fazenda que a Cide será zerada com o mesmo objetivo: reduzir o preço dos combustíveis", escreveu no Twitter.

+ Entenda a alta nos combustíveis e o protesto dos caminhoneiros

A postagem foi acompanhada de vídeo no qual o presidente da Câmara aparece ao lado de Eunício e dos líderes do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e no Congresso Nacional, deputado André Moura (PSC-SE).

+ Alta de 56% no diesel em 10 meses leva a protestos e governo promete medidas

"Desde domingo estamos trabalhando nisso, buscando uma solução para que a população brasileira possa sentir do Congresso Nacional a verdadeira palavra em defesa dos interesses dos consumidores, sem prejudicar obviamente o Brasil", disse o presidente do Senado.

O ministro da Fazenda ainda não se pronunciou sobre o assunto. Desde o início da manhã, Guardia tem tido uma série de reuniões com integrantes do Executivo e do Legislativo para debater propostas para ajudar a reduzir o preço dos combustíveis. Em entrevista, ele apenas rechaçou que o governo tenha solicitado mudanças na política de preços da Petrobras e disse que não havia ainda decisão tomada sobre as medidas para reduzir os preços dos combustíveis na bomba.

+ Após cinco altas, Petrobrás anuncia redução do preço dos combustíveis para esta quarta

A diminuição da alíquota da Cide depende apenas de um decreto do presidente Michel Temer para que passe a valer. A medida, porém, só passará a valer três meses após a assinatura do decreto.

 

Mais conteúdo sobre:
Rodrigo Maia combustível Cide

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.