JOEDSON ALVES/REUTERS-16/12/2014
JOEDSON ALVES/REUTERS-16/12/2014

Após saída do BC, Tombini deve ser novo diretor executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI)

Atual diretor executivo do FMI, Otaviano Canuto, foi convidado para ser representante do Brasil no Banco Mundial e seu cargo pode ser ocupado por Alexandre Tombini

Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

08 Junho 2016 | 17h52

BRASÍLIA - O economista Otaviano Canuto disse há pouco que foi convidado pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para atuar como representante do Brasil no Banco Mundial. Atualmente, Canuto é diretor executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo Canuto, seu cargo atual deverá ser ocupado por Alexandre Tombini, que deixará a presidência do Banco Central para a entrada do economista Ilan Goldfajn. Ilan teve o nome referendado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e depois pelo plenário do Senado na última terça-feira.

A aprovação de seu nome para o cargo ainda depende dos demais países que compartilham a representação no Banco além do Brasil, mas não deve encontrar obstáculos. "Já comecei a receber cartas de apoio", disse.

As mudanças em organismos internacionais ainda inclui a ida de Antonio Henrique Silveira, atualmente na diretoria executiva do Banco Mundial (cargo que será ocupado por Canuto), para o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Segundo Canuto, as transferências dos cargos devem ocorrer até 1º de agosto.

"Tenho orgulho de fazer parte desta missão ao lado de duas 'feras'", disse Canuto.

O economista participou de uma série de reuniões hoje no Ministério da Fazenda. Além de Meirelles, ele conversou com o secretário de Assuntos Internacionais, Luis Antonio Balduino Carneiro, e com o secretário de Política Econômica, Carlos Hamilton. Nos dois primeiros compromissos, foi acompanhado por Antonio Silveira.

"Passei ao ministro a visão favorável que pessoas do mercado têm (sobre as medidas)", disse Canuto antes de deixar o a sede do Ministério. Segundo ele, as "medidas estruturais" apresentadas pelo governo têm sido bem recebidas, assim como o projeto de Desvinculação de Receitas da União (DRU).

"Tudo isso bate com percepção da OCDE de que economia brasileira bateu no fundo do poço, e perspectivas são de melhora agora", acrescentou o economista. 

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