Após San Antonio e Imbra, desafio agora é Leitbom

A San Antonio não é o único investimento enroscado da GP. Há mais de um ano, os sócios da administradora de recursos vêm gastando boa parte do tempo renegociando dívidas com credores e tentando encontrar soluções para outras três empresas: Magnesita, Imbra e Leitbom. Embora tenha concluído um fundo de US$ 1,1 bilhão no começo do ano, o último investimento realizado pela GP foi a Imbra, em outubro de 2008.

, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2010 | 00h00

Em junho deste ano, apenas 20 meses após ter comprado o controle da Imbra por US$ 140 milhões, a GP tomou a decisão radical de se desfazer da rede de consultórios odontológicos pelo valor simbólico de US$ 1. Além disso, ainda concedeu um empréstimo de longo prazo de R$ 20 milhões para a Imbra e se comprometeu a emprestar mais R$ 20 milhões.

No ano passado, a gestora enfrentou problemas com outro investimento, a Magnesita, maior fabricante de refratários do País. Mas, em agosto de 2009, a GP encontrou uma solução para o problema. O BNDESPar fez um aumento de capital de R$ 350 milhões na companhia. Quase todo dinheiro foi usado para liquidar parte da dívida com o banco americano JPMorgan. Segundo a GP, o negócio agora está sob controle. No relatório de resultados do segundo trimestre deste ano, o investimento estava avaliado em US$ 105 milhões, valor muito semelhante à participação da GP no momento da aquisição.

Falta, agora, resolver a vida da Leitbom. Em abril de 2008, no auge da consolidação do setor de lácteos no País, a GP pagou US$ 308 milhões pelo laticínio goiano, um valor já considerado alto pelo mercado. Na ocasião, o objetivo do fundo era criar uma grande empresa no setor. No mês passado, a GP concluiu a transação com a Laep anunciada em março deste ano. O acordo permitia a Leitbom usar as marcas Gloria e Ibituruna, além da Parmalat.

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