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Após seis meses,cresce produção na indústria

A produção industrial cresceu no mês passado, depois de ter amargado seis meses de retração. Ainda assim, a taxa de uso das máquinas instaladas nas fábricas ficou em patamar abaixo do que é usual para meses de março, de acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). "O pior momento já passou, mas a velocidade de recuperação será lenta", disse Marcelo Azevedo, economista da entidade.

AYR ALISKI / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2012 | 03h09

O indicador que apura o nível de produção industrial atingiu 54,6 pontos em março, depois de marcar 46,5 pontos em fevereiro. O índice da CNI varia de zero a 100 pontos. Valores acima de 50 indicam aumento da atividade. A taxa de uso da capacidade instalada ficou em 72% no mês passado, ante 71% em fevereiro. Apesar do avanço, o porcentual é menor do que o verificado usualmente no período. Março foi o 16.º mês consecutivo em que a indústria utilizou o parque produtivo abaixo do usual.

Para os técnicos da CNI, apesar do crescimento da produção, os estoques de produtos finais continuam acima do planejado, especialmente entre as grandes empresas. O indicador que mede os estoques efetivos em relação ao planejado ficou em 51,6 pontos em março (52,1 s em fevereiro). Nesse caso, marcas acima de 50 pontos representam acúmulo de estoques indesejados.

A CNI avalia que a recuperação do nível de atividade de março é um sinal bastante positivo, mas ainda não pode ser tratada como tendência firme de recuperação. Segundo Renato da Fonseca, outro economista da entidade, um dos principais problemas que impede realizar projeções otimistas é o fato de os estoques continuarem elevados, principalmente entre as grandes empresas.

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