finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Após ser preso, ex-presidente do Flamengo se diz inocente

O ex-presidente do Flamengo Edmundo dos Santos Silva disse que é inocente da acusação de envolvimento com um bando de funcionários da Receita Federal e do INSS que apagaria dívidas com o Fisco em troca de propinas. Ele foi preso nesta terça-feira pela Polícia Federal junto com mais nove pessoas - cinco auditores federais e quatro intermediários. A ação foi parte do cumprimento de 27 mandados de prisão expedidos pela Justiça. Entre eles, está o delegado de arrecadação tributária, José Goes, da cúpula da Receita no Rio. O prejuízo ao cofres públicos é estimado em R$ 1 bilhão.Segundo o Ministério Público Federal, as informações sobre o esquema na Receita surgiram durante a investigação de fraude contra a Previdência, feita pela força-tarefa formada por procuradores federais, INSS e PF. A PF, que grampeou 2.300 ligações dos suspeitos com autorização da Justiça, alega que o ex-presidente do Flamengo intermediava a "venda" para empresários do esquema dos auditores. Os policiais também invadiram vários escritórios de advocacia para apreensão de documentos, o que provocou protestos de advogados.Defesa e carnavalUm dos advogados de Edmundo, Nabil Kardous, afirmou que o ex-presidente do Flamengo, por meio de Alvaro Gomes de Farias Filho, conheceu um certo doutor Edilson que prometeu para amigos de Edmundo agilizar, na Receita, o recebimento de créditos tributários ganhos por empresas na Justiça - uma prática legal. No entanto, segundo o advogado, quando ele percebeu que ninguém recebera nada e que Edilson teria lhe apresentado Alberto da Silva Correia Neto "que poderia ajudar", Edmundo percebeu a ilegalidade e nem ouviu qual era a proposta.A saída de Edmundo do seu escritório foi marcada por tumulto. Atraídos pelo noticiário de televisão e pela movimentação de repórteres, quedavam plantão na calçada à espera de Edmundo, curiosos se aglomeraram gritando palavras de ordem, exibindo cédulas, repetindo estribilhos - como "um, dois, três, Edmundo no xadrez- e cantando até o hino do Flamengo. Depois, um grupo improvisou um pequeno bloco de carnaval pela avenida Rio Branco, cujo trânsito chegou a ser interrompido.Os presosTiveram as prisões temporárias decretadas - cinco dias renováveis por mais cinco - os auditores Wallace Ferreira de Carvalho, Sandra Regina Pimentel, Manoel Soares da Paz, Fernando José da Rocha Velho e Dilson Cupertino da Silva Filho. Os policiais prenderam ainda Ana Cláudia Amaral de Andrade, Américo José Maia Gonçalves, Alberto da Silva Correia Neto e Antônio Daniel de Carvalho, acusados de atuar como intermediários do bando. Ainda estão soltos Nélio Augusto Manhães Rodrigues, Luiz Alberto Quintella da Silva, Graciette Barbosa da Silva, Rafael Peres Borges Júnior, Jaime Krubman Moschkovich, José Luiz Meneghetti, Alvaro Gomes de Farias Filho, Jorge Alberto da Silva e Silva, André Vieira Alves Schiappacassa, Antonio Vieira de Araújo Sobrinho, Marcos Visconti Fiori, Cláudio Fernandes de Souza, Vera Lúcia da Gama Quintella, Roberto Cordeiro Teixeira , Ilma Fernandez Anthero Gonçalves Filho.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.