Antônio Cruz/Agência Brasil
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Após sete meses, economistas voltam a estimar inflação acima de 3% em 2020

Segundo o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, projetam que o IPCA vai fechar o ano em 3,02%, ainda abaixo da meta oficial do governo

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2020 | 09h43

BRASÍLIA - Pela primeira vez desde março, a previsão da inflação oficial do País para este ano ficou acima de 3%, segundo projeções coletadas pelo Banco Central com analistas do mercado financeiro

A expectativa faz parte do boletim de mercado, conhecido como relatório Focus, divulgado nesta terça-feira, 3, pelo BC. Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Os analistas dos bancos subiram, pela décima semana consecutiva, a estimativa de inflação deste ano de 2,99% para 3,02%. Desde 23 de março deste ano a previsão dos analistas dos bancos para o IPCA não ficava acima de 3%.

A redução na estimativa de inflação, no decorrer de 2020, está relacionada à recessão na economia, fruto da pandemia do coronavírus. No início de junho, o mercado chegou a estimar que a inflação seria de 1,52% em 2020 - a metade da previsão atual, de pouco mais de 3%.

Nos últimos meses, porém, com a alta do dólar e com a retomada da economia, os preços voltaram a subir. Em setembro, a inflação oficial do País, o IPCA, avançou 0,64%, a maior alta para esse período desde 2003. Na prévia de outubro, o IPCA avançou para 0,94%, a maior taxa para o mês em 25 anos.

Apesar da alta, a expectativa do mercado para a inflação deste ano segue abaixo da meta central, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% em 2020.

Pela regra vigente, este ano o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2021, o mercado financeiro subiu de 3,10% para 3,11% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Após a manutenção da taxa básica de juros em 2% ao ano no fim de outubro, o mercado segue prevendo estabilidade na Selic nesse patamar até o fim deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa do mercado ficou estável em 2,75% ao ano.

PIB

Sobre o crescimento da economia brasileira, os economistas do mercado financeiro mantiveram sua previsão de tombo do Produto Interno Bruto (PIB) estável em 4,81% na semana passada.

Na última semana, o mercado também baixou, de 3,42% para 3,34%, a estimativa de expansão do Produto Interno Bruto para 2021.

A pandemia tem derrubado a economia global e colocado o mundo no caminho de uma recessão. Nos últimos meses, porém, indicadores têm mostrado uma retomada da atividade econômica brasileira.

Em setembro, o governo manteve a expectativa de queda de 4,7% para o PIB de 2020.

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