Jeon Heon-Kyun/EFE/EPA
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Mercados internacionais fecham em queda generalizada após mais um recuo em Nova York

Mercado acionário americano voltou a ceder nesta sexta, ainda que em menor nível na comparação com a última quinta; resultado segurou os ganhos na Ásia e na Europa

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2020 | 07h00
Atualizado 04 de setembro de 2020 | 18h41

Os mercados internacionais fecharam em queda generalizada nesta sexta-feira, 4, após os mercados acionários de Nova York sofrerem um tombo na última quinta. Hoje, os índices americanos voltaram a fechar em queda, ainda que menor, com os investidores ainda avessos ao risco no último pregão antes do feriado do dia do Trabalho dos EUA na última segunda. 

Na última quinta-feira, 3, apenas a Apple despencou 8,1% e a marca da maçã perdeu quase US$ 180 bilhões, a maior queda diária para qualquer companhia na história. Hoje, a dona do iPhone chegou a despencar 7% no início do dia, mas se recuperou e teve variação positiva de 0,07%.

Por lá, os investidores deram sequência à onda de vendas de papéis das gigantes do Vale do Silício - com isso, Facebook fechou em baixa de 2,88%, seguido por Amazon, com 2,18% e Alphabet, controladora do Google, com 2,96%. Nesta sexta, os agentes do mercado deixaram de lado os dados do relatório de emprego dos EUA. O Departamento do Trabalho informou que, em agosto, foram criados 1,371 milhão de vagas. O indicador veio quase em linha com a mediana das expectativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, de 1,39 milhão de vagas. A taxa de desemprego recuou de 10,2% em julho para 8,4% em agosto. 

Ações do setor de tecnologia caíram também na Ásia. No Japão, os papéis da Sharp e da Murata Manufacturing caíram 0,65% e 1,56%, respectivamente. No mercado taiwanês, a ação da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company teve baixa de 1,61%. E em Hong Kong, a AAC Technologies recuou 2,14%.

Bolsas de Nova York

A queda em Nova York foi generalizada, mas bem menor que o tombo de quase 5% visto ontem. Hoje, o Dow Jones caiu 0,56%, o S&P500 recuou 0,81% e o Nasdaq teve queda de 1,27%. Por lá, nem mesmo a declaração de Donald Trump de que haverá uma vacina contra a covid-19 "em breve", e que "boas notícias" estão próximas, também não fez muita diferença.

Bolsas da Ásia 

Na Ásia os índices fecharam no vermelho, impactados pelo tombo da última quinta-feira, 3, do mercado acionário de Nova York. Os chineses Xangai Composto e Shenzhen Composto caíram 0,87% e 0,49% cada, enquanto o japonês Nikkei caiu 1,11% e o Hang Seng recuou 1,25% em Hong Kong. Já o sul-coreano Kospi se desvalorizou 1,15% e Taiex registrou perda de 0,94% em Taiwan. A Bolsa australiana fechou em forte queda de 3,06%, também pressionada pelas ações de tecnologia.

Bolsas da Europa 

Pelo segundo dia consecutivo, a aversão aos riscos vinda dos Estados Unidos derrubou os índices europeus, com o Stoxx 600 caindo 1,13%. A bolsa de Londres teve queda de 0,88%, Paris cedeu 0,88% e Frankfurt recuou 1,65%. Já Milão, Madri e Lisboa  tiveram tiveram perdas de 0,82%, 0,23% e 1,75% cada.

Petróleo 

Os preços dos contratos de barril de petróleo fecharam com fortes baixas nesta sexta-feira, com grande aversão a riscos, dólar fortalecido e indícios globais de excesso na oferta. O contrato do WTI para outubro fechou em queda de 3,87%, a US$ 39,77 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex) - na semana, a queda registrada é de 7,45%. O Brent para novembro teve baixa 3,20%, a US$ 42,66 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), acumulando queda semanal de 6,88%.

Como é cotado na moeda dos EUA, o petróleo com isso fica mais caro para os detentores de outras moedas conforme a divisa americana se valoriza. Hoje, o dólar ganhou fôlego após o relatório de geração de vagas, com redução maior do que a esperada na taxa de desemprego. Preocupa ainda a baixa na demanda asiática é destaque. Segundo dados recentes os estoques da região estão cheios, com Cingapura aproximando-se de seu recorde desde 2010./COLABOROU MAIARA SANTIAGO E MATHEUS ANDRADE

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