Após três dias de baixa, Bovespa se recupera e volta a subir

Petrobras, Vale e siderúrgicas puxam alta da Bolsa de São Paulo; mercados de Nova York também sobem

Sueli Campo, da Agência Estado,

05 de junho de 2008 | 15h33

Após contabilizar três pregões consecutivos de baixa, que resultaram numa desvalorização de 5,40%, a Bolsa de São Paulo passa nesta quinta-feira, 5, por uma recuperação técnica. E, mais uma vez, como já se tornou praxe, os negócios são norteados por Petrobras, Vale e pelas siderúrgicas, que reencontraram o caminho de alta, seguindo o movimento das commodities.  No início da tarde, o Ibovespa conseguiu reaver os 70 mil pontos, ao marcar valorização de 2,18%, tentando achar um ponto de equilíbrio. Na quarta-feira, com a queda de 1,91%, o índice à vista retrocedeu aos 68.673 pontos, menor patamar desde 30 de abril, dia em que o Brasil conquistou sua primeira nota de grau de investimento, da S&P. Às 15h29, a Bolsa subia 2,02%, operando aos 70.063 pontos. "O mercado de ações está dando um respiro hoje. Acabou aquela pressão forte de vendas", afirmou um operador. O desempenho favorável das bolsas norte-americanas, com o Nasdaq subindo 1,24% e o índice Dow Jones avançando 1,05%, e a decisão do Copom de elevar a taxa básica de juro em 0,50 ponto, em linha com as expectativas da maioria do mercado, também ajudam a sustentar as compras.  Embora fosse esperado um aperto monetário dessa magnitude, havia também uma boa possibilidade de vir uma alta maior da Selic, de 0,75 ponto. Com isso não aconteceu, o mercado amanheceu com a leitura de que o Copom vai, sim, promover novos ajustes na taxa básica de juro com a finalidade de controlar a inflação, mas em doses mais moderadas para evitar um choque negativo na atividade econômica. O petróleo voltou a subir nesta quinta na esteira da valorização forte do euro frente ao dólar, ecoando os comentários do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet. Após o BCE ter decidido manter estável, como era amplamente esperado, a taxa de juro em 4% na zona do euro, Trichet acenou com a possibilidade de elevar o juro na região no encontro de julho. "Eu não disse que é certo, eu disse que é possível", disse. Segundo ele, as tendências de inflação colocaram o BCE em estado elevado de alerta.

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