Pixabay / ccipeggy
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Após três meses, preços dos supermercados em SP voltam a subir

Puxado pela alta do leite, batata e cebola, índice subiu 0,25% em maio; efeitos da greve dos caminhoneiros serão sentidos em junho

O Estado de S.Paulo

18 Junho 2018 | 16h40

Depois de três meses em queda, os preços dos supermercados em São Paulo voltaram a subir em maio. O Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS), com a Fipe, subiu 0,25% na comparação com abril. A alta, no entanto, não impediu que a inflação nos supermercados paulistas permanecesse em um patamar negativo, com queda acumulada de 0,29% nos primeiros cinco meses do ano.

Das 27 subcategorias que compõem o índice, apenas oito apresentaram aumento. O resultado foi puxado pela alta do leite, que disparou no mercado de atacado. "Isso porque muitos produtores saíram do segmento após um ano de 2017 apresentando preços baixos de venda, mas com altos custos de produção", afirmou Thiago Berka, economista da Apas. "Todos esses fatores foram agravados pela greve dos caminhoneiros, que fez o leite subir 4,31% em maio e atingir 14,30% no acumulado de 2018."

Outros produtos que também pesaram na cesta foram a batata e a cebola, que subiram, respectivamente, 33% e 40%.“Leite e tubérculos têm um peso importante no orçamento familiar, pois juntos somam mais de 10%. Portanto, esses fortes aumentos acabaram contribuindo para a situação observada em maio”, disse Berka.

Greve. A greve dos caminhoneiros, que provocou uma corrida de parte da população aos supermercados, que ficaram com menos opções nas gôndolas. No entanto, como a paralisação pegou apenas os últimos oito dias de maio, os impactos mais fortes serão sentidos em junho, acredita a associação.

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“Em junho a expectativa é de mais aumentos no preço do frango e do leite. De acordo com a primeira pesquisa semanal de junho, feita pelo Procon, o valor do quilo do frango subiu 11,98%. O leite segue a mesma tendência, com alta de 8,13%”, disse Berka.

O preço do frango havia apresentando tendência de queda, sendo de 0,35% no mês de maio e 13,94% no acumulado do ano. Esse resultado foi por conta da baixa demanda e dos embargos às aves brasileiras impostos pela Rússia e outros países europeus. Desde abril, a produção teve um início de redução, impulsionada, além do embargo, pelo preço do milho, componente da alimentação básica das aves.

A greve dos caminhoneiros intensificou essa queda de produção, uma vez que muitos pintinhos tiveram que ser abatidos, com a produção ainda por se estabilizar. Segundo a Apas, este cenário pode contribuir para a alta do preço do frango em junho.

 

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