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Após três quedas, Bolsa fecha em alta, puxada por Vale e Petrobrás

Ibovespa encerra dia com alta de 0,38%, aos 55.112,05 pontos, apesar da queda nas ações de bancos, que têm maior peso no índice

Álvaro Campos, Agência Estado

21 Maio 2015 | 17h49

Depois de operar com forte volatilidade durante toda a sessão, a Bovespa deu um "sprint final", acompanhando a melhora em Nova York, e conseguiu terminar em alta, após cair 4,02% nas últimas três sessões. Os bancos, que têm o maior peso no índice, caíram com rumores sobre aumentos de impostos, enquanto Petrobrás e Vale avançaram com compras de investidores estrangeiros.

O Ibovespa encerrou a sessão com alta de 0,38%, aos 55.112,05 pontos, na máxima, depois de tocar a mínima de 54.526,08 pontos (-0,68%). O giro financeiro ficou em R$ 6,87 bilhões. Entre as blue chips, Petrobrás (ON +5,26% e PN +4,34%) e Vale (ON +2,02% e PN +1,57%) subiram, com compras de investidores estrangeiros e a recuperação nos preços do petróleo. Já os bancos caíram: Itaú -1,21%, Bradesco PN -1,72% e Banco do Brasil ON -1,60%.


O cenário político ganhou a atenção dos investidores em Bolsa justamente porque, em meio aos entraves no Congresso para aprovar as medidas de ajuste fiscal, a arrecadação vai frustrando as expectativas e o governo pode buscar outras fontes de receitas.

O aumento da CSLL para bancos foi discutido pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, com deputados de várias bancadas nesta semana. Nas conversas, o PSD se ofereceu para apresentar projeto aumentando a alíquota de 15% para 20%. Anteriormente, se especulava que o aumento poderia ser menor, para 18%. Já em relação ao JCP, o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, comentou nesta tarde que a discussão sobre o fim dessa forma de distribuição de lucros pelas empresas está na mesa de Levy. "Não temos informações sobre isso, é da área técnica. Está sendo discutido no gabinete do ministro", afirmou.

A Petrobrás, além de ter sido ajudada pelos preços do petróleo (o barril do WTI subiu 2,95% hoje), também foi impulsionada por notícias de que a companhia assumiria o compromisso público de praticar preços de mercado na venda de combustíveis em seu plano de negócios. Em coletiva de imprensa na última sexta-feira, após a divulgação do balanço do primeiro trimestre do ano, o diretor financeiro da companhia, Ivan Monteiro, afirmou que a estatal "tem liberdade e vai praticar preços competitivos e de mercado".

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