Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Após três quedas seguidas, varejo avança 1,3% em agosto

Com o resultado, varejo recupera patamar registrado antes da greve dos caminhoneiros

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2018 | 09h00
Atualizado 11 Outubro 2018 | 15h17

RIO - As vendas do varejo em agosto subiram 1,3% em relação a julho, informou nesta quinta-feira, 11, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta é o primeiro aumento nas vendas depois de três quedas seguidas, acumulando assim alta de  2,6% no ano. Com o avanço, o comércio varejista alcança patamar próximo ao registrado em abril, de 1,2%, antes da paralisação dos caminhoneiros.  A alta no mês também é a mais acentuada desde junho de 2017, quando a taxa cresceu 1,6%, na série com ajuste sazonal.

O resultado veio acima da mediana das estimativas, de 0,10%, e dentro do intervalo das previsões dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que ia de uma queda de 0,70% a avanço de 1,60%. 

Na comparação com agosto de 2017, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 4,1% em agosto de 2018. Nesse confronto, superaram o teto do intervalo das projeções, que iam de uma queda de 1,00% a expansão de 3,00%, com mediana positiva em 1,20%. No acumulado em 12 meses, houve avanço de 3,3%. 

 

"A alta no varejo praticamente recupera a perda dos três meses anteriores", observou Isabella Nunes, gerente na Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE. 

De maio a julho, o varejo acumulou uma perda de 1,5%. Segundo Isabella, não houve mudança de tendência, o varejo mantém uma trajetória de crescimento lento e gradual. Após o forte impacto da greve dos caminhoneiros sobre as vendas nos últimos meses, o varejo mostra acomodação. 

"O que o resultado de agosto mostra é uma recomposição para o patamar de abril, após as perdas decorrentes da greve de caminhoneiros", disse Isabella Nunes. "Houve uma desarticulação grande na economia, que vai ser sentida no desempenho deste ano. Depois da queda de maio, por conta da greve, em junho e julho o comércio vai tentando se acomodar. Houve efeito forte e pontual. Estava fora do padrão da sazonalidade. No caso do varejo ampliado, sim, houve melhora que ultrapassou o patamar de abril. Tudo em função das vendas de veículos", explicou a pesquisadora. 

No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, as vendas cresceram 4,2% em agosto ante julho, o melhor desempenho desde outubro de 2012, quando tinha avançado 6,3%. 

Vendas do varejo estão 6,4% abaixo do pico registrado em outubro de 2014 

As vendas do comércio varejista mostraram melhora na passagem de julho para agosto (1,3%), mas ainda estão 6,4% abaixo do pico registrado em outubro de 2014.

No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, também houve avanço (4,2%). O volume vendido, porém, encontra-se 10,1% aquém do patamar recorde alcançado em agosto de 2012.

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