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Após vitória da esquerda radical na Grécia, euro cai para menor nível em 11 anos

Bolsas também abrem em baixa e investidores aguardam sinais da UE, que se reúne nesta tarde; jornal 'Financial Times' questiona se Tsipras será o novo 'Lula ou Chávez' 

Jamil Chade, correspondente , O Estado de S. Paulo

26 de janeiro de 2015 | 07h26



Atualizado às 12h

GENEBRA - A vitória da extrema-esquerda na Grécia abre um novo período de turbulências na economia europeia. Nesta segunda-feira, as bolsas do Velho Continente abriram em queda diante dos resultados que colocam o partido Syriza como vencedor do pleito em Atenas no fim de semana. Entre as propostas do partido está acabar com o receituário do FMI e da UE de aplicar políticas de austeridade para lidar com a crise. 

O euro, que já vinha perdendo terreno na semana passada, aprofundou sua desvalorização e, na manhã desta segunda-feira, atingiu seu nível mais baixo em onze anos em comparação ao dólar americano. Na mínima do dia, a moeda única foi negociada a US$ 1,10, mas depois se recuperou e estava cotada a US$ 1,12 por volta do meio-dia (horário de Brasília). As principais bolsas europeias abriram com perdas: 0,63% no caso de Madri, 0,2% em Frankfurt e 0,7% em Milão. 

As bolsas europeias chegaram a cair mais de 1,0% na primeira meia hora de negócios, mas migraram para terreno positivo ou reduziram perdas após um indicador positivo de confiança da Alemanha. Além disso, os investidores ainda mostram apetite por risco após o Banco Central Europeu (BCE) ter anunciado um agressivo programa de estímulos monetários na semana passada.

Investidores aguardam a reunião dos ministros de Finanças da UE, nesta tarde em Bruxelas, para saber qual será a postura do bloco diante do novo governo grego. Mas não negam o "nervosismo". 

Enquanto isso, a imprensa europeia se questiona qual será o comportamento do líder grego, Alexi Tsipras, diante das eventuais exigências da UE. Nesta segunda-feira, a capa do jornal francês Liberation traz Tsipras na capa, com a legenda: "o novo rosto da Europa". Mas as incertezas ainda marcam os ânimos, ao ponto de o Financial Times se perguntar se Tsipras é o novo "Lula ou Chávez"? 

Na Alemanha, o governo da chanceler Angela Merkel já havia alertado que Atenas não tinha outra alternativa que manter as medidas de austeridade. No domingo, foi a vez do presidente do BC alemão, Jens Weidmann, reforçar o alerta. "Espero que o novo governo não coloque em dúvida as expectativas e o que se obteve até agora", disse. "É de interesse do governo grego que faça o que for possível para lidar com seus problemas estruturais". 

O chefe do partido de Merkel no Parlamento Europeu, Herbert Reul, rejeitou um novo perdão da dívida grega. "As reformas precisam continuar se a Grécia não quiser sair da zona do euro", disse.

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