Aposentado fica 3 horas na fila para comprar gasolina e acompanhar filha com câncer

Por volta de meio dia, o estoque do posto secou e deixou cerca de 70 pessoas sem combustível, entre elas Renato Silva, que ia render esposa que está com filha

André Borges, O Estado de S.Paulo

25 Maio 2018 | 13h31

BRASÍLIA - A escassez de combustível levou um posto dentro da Universidade de Brasília (UnB) a bloquear o acesso de carros e limitar o consumo a cinco litros por pessoa. Uma imensa fila se formou. Pessoas com galão, garrafas de água improvisada aguardavam sua vez para comprar o combustível, que teve o preço fixado em R$ 4,78. Os 10 mil litros de gasolina que o posto tinha nessa manhã se esgotaram em quatro horas. 

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"Bloquear os carros foi o jeito que a gente encontrou para tentar atender o maior número de pessoas possível", disse Rodolpho Diego Moreira, dono do posto, da distribuidora BR, da Petrobras. "Quando vimos que tinha muita gente, tivemos que restringir o consumo a cinco litros". 

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Por volta de meio dia, o tanque secou e deixou cerca de 70 pessoas sem combustível. Entre os últimos atendidos está o senhor Renato Silva, que ficou três horas na fila para comprar combustível para chegar ao hospital e acompanhar a filha que faz tratamento de câncer. "Graças a Deus, consegui um pouco de gasolina. Preciso ir render a minha esposa, que está com a minha filha no hospital. Ela faz tratamento de câncer", disse. 

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