Aposentadoria precoce leva PM à depressão

“A maioria dos PMs quando se aposenta, fica no comodismo. Com isso,

Carlos Nealdo, O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2016 | 06h00

ou entra em depressão

ou no alcoolismo.”

Petrúcio Pantaleão

SUBTENENTE DA RESERVA

O sargento Cláudio Silva dos Santos entrou para a reserva da Polícia Militar de Alagoas há cinco anos, quando tinha 47. Beneficiado por um ano de serviço público prestado antes de ingressar na PM — o estatuto militar alagoano permite incorporar à carreira o tempo de serviço prestado em outras repartições públicas —, Santos juntou duas licenças e se aposentou.

Hoje, aos 52 anos, o militar divide seu tempo entre família, atividades físicas — “para não ficar numa vida sedentária”, diz — e a Associação da Reserva, Reforma e Pensionistas dos Militares de Alagoas (ARPMAL), onde ocupa a função de diretor-administrativo.

A entidade, que é presidida pelo pai de Santos, o subtenente da reserva Petrúcio Pantaleão dos Santos, oferece assistência a 1,5 mil associados, cuja média de idade é de 65 anos. “A maioria dos PMs quando se aposenta, fica no comodismo, não procura fazer nada. Com isso, ou entra em depressão ou no alcoolismo”, ressalta Santos.

Não por acaso, a entidade oferece apoio psicológico para dezenas de sócios que passam por problemas em grande parte ligada à ociosidade. “Muitas vezes eles aparecem na associação para desabafar”, conta Santos. “A nossa associação é atípica, tem uma função terapêutica”, ressalta. / CARLOS NEALDO

Mais conteúdo sobre:
Polícia Militar de Alagoas Santos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.