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Aposta contra hiperinflação

Anunciado com grande pompa em rede nacional de rádio e televisão pelo então presidente José Sarney, o Plano Cruzado, que congelou os preços das passagens aéreas e provocou prejuízos à Varig, surpreendeu o País no fim de fevereiro de 1986. Formulado por André Lara Resende e Pérsio Arida, que oito anos depois também criariam o Plano Real, o Cruzado era a aposta do governo para acabar com a hiperinflação que assolava o Brasil desde o fim de 1979. E conseguiu.

O Estado de S.Paulo

13 de março de 2014 | 02h09

De março a junho de 1986, a inflação caiu drasticamente, o presidente viu sua aprovação disparar para quase 90% e o ministro da Fazenda, Dilson Funaro, foi alçado a herói nacional. O plano estava focado no congelamento de preços combinado com a remonetização da economia - a moeda foi trocada do cruzeiro para o cruzado, mais valorizado - e um aumento de 8% nos salários.

Mas, quando era preciso começar a liberar os preços, como previam os economistas, Sarney decidiu estender o congelamento. Com os salários em alta, o consumo explodiu e os produtos começaram a faltar. A situação se arrastou até as eleições, quando o PMDB de Sarney fez 22 dos 23 governadores. Três dias depois das eleições, Sarney anunciou o Plano Cruzado II. Os preços foram liberados, a moeda, desvalorizada, e a dívida externa estourou. Quatro meses depois, em fevereiro de 1987,o Brasil quebrou, Funaro foi demitido e Sarney experimentou seu ponto mais baixo de aprovação popular.

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