Aposta na demanda puxa confiança da indústria em junho

Indicador sobe 1,6% ante maio e 3% na comparação com junho de 2007; empresas estão mais otimistas

ALESSANDRA SARAIVA, Agencia Estado

30 de junho de 2008 | 08h20

O Índice de Confiança da Indústria (ICI), indicador-síntese da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, subiu 1,6% em junho ante maio, informou nesta segunda-feira, 30, a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Na comparação com junho do ano passado, o ICI avançou 3%. A percepção de uma demanda forte atualmente, no mercado interno, foi um dos fatores que puxaram o indicador para cima.O ICI é um indicador que utiliza para cálculo uma escala que vai de 0 a 200 pontos, sendo que o resultado do índice é de queda ou de elevação, se a pontuação total das respostas fica abaixo ou acima de 100 pontos, respectivamente. Na passagem de maio para junho, o indicador subiu de 119,9 pontos para 121,8 pontos.   Segundo a FGV, a parcela de empresas pesquisadas que consideram o nível atual de demanda como forte subiu de 27% para 31%, de maio para junho. No mesmo período, caiu de 8% para 6% o porcentual de companhias pesquisadas que classificam a demanda atual como fraca. Ao detalhar o desempenho de junho, a FGV esclarece, em comunicado, que "o resultado mostra que o setor industrial continuou sustentando, em junho, o ritmo de atividade médio dos últimos meses". O ICI é composto por dois indicadores. O primeiro é o Índice da Situação Atual (ISA), que subiu 1,2% em junho, ante estabilidade (0%) em maio. O segundo componente do ICI é o Índice de Expectativas, que apresentou alta de 2,2% em junho, em comparação com a queda de 0,9% em maio. Na comparação com junho do ano passado, houve alta de 3% para os dois índices (ISA e índice de expectativas), em junho deste ano.   O levantamento para cálculo do índice foi entre os dias 2 e 26 desse mês, em uma amostra de 1.031 empresas informantes.     Otimismo   A FGV esclareceu que, nos tópicos relacionados ao futuro, "há um otimismo maior em junho deste ano tanto para a produção quanto para a contratação de pessoal". Das 1.031 empresas consultadas, 49% estimam elevar a produção industrial nos próximos três meses, e 9% projetam redução na produção. Em junho de 2007, os porcentuais detectados para essas perguntas foram de 42% e de 8%, respectivamente.   No quesito contratação, a fundação esclareceu que para o contingente de mão-de-obra, 33% dos pesquisados prevêem ampliação no número de postos de trabalho, nos próximos meses, e 9% dos entrevistados apostam em diminuição. Em junho do ano passado esses porcentuais para essas perguntas eram de 26% e de 8%, respectivamente. Nuci O Nível de Utilização de Capacidade Instalada (Nuci) da indústria ficou em 86,4% em junho, na série sem ajuste sazonal. No mês passado, o nível, sem ajuste, havia registrado resultado de 85,6%, segundo a FGV. Na série mensal elaborada pela FGV para o índice, sem ajuste sazonal, o Nuci de junho apresentou o maior nível já registrado desde dezembro do ano passado, quando esse índice atingiu 86,7%. Ou seja, o nível de utilização da capacidade instalada em junho deste ano foi o maior de 2008.

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