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Aposta no pacote valoriza bancos nos EUA

As ações de bancos nos Estados Unidos fecharam em alta de 6,4% ontem, na expectativa do plano de resgate do sistema financeiro que será anunciado segunda-feira pelo secretário do Tesouro,Tim Geithner. O plano deve injetar capital nos bancos, com mais exigências do que na primeira rodada do pacote, além da compra de papéis tóxicos pelo governo.Tanto a estabilização do sistema financeiro como o pacote de estímulo são considerados essenciais para tirar a economia americana da crise. O governo já usou US$ 350 bilhões dos US$ 700 bilhões do Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp, na sigla em inglês), aprovado pelo Congresso no ano passado. Mas até agora o pacote não conseguiu restabelecer o crédito na economia e a situação dos bancos continua se deteriorando.Daí a importância de o governo Obama sinalizar uma mudança na estratégia de resgate aos bancos ao usar os US$ 350 bilhões restantes. "O mais importante é usar o restante do dinheiro do Tarp de forma diferente", disse ontem Robert Gibbs, porta-voz da Casa Branca. "Vamos assegurar que os bancos voltarão a conceder empréstimos e vamos lidar com a questão das execuções de hipoteca."Além disso, o Tesouro precisará de um Tarp 2, porque os recursos do primeiro não serão suficientes para recapitalizar os bancos. Geithner pode falar sobre a necessidade de mais recursos na segunda à noite. Mas o governo só vai conseguir aprovar um Tarp 2 no Congresso se convencer os legisladores de que não está simplesmente distribuindo dinheiro a banqueiros, sem nenhuma contrapartida. Há um mal-estar na população americana por causa dos altos bônus dos executivos de bancos, em meio à crise e quebradeira das instituições. Por isso, Geithner deve anunciar um endurecimento nas condições para injetar dinheiro público nos bancos: desta vez será em troca de ações preferenciais que se convertem em ordinárias (com direito a voto) em sete anos. Antes eram só preferenciais. E será elevado o valor dos dividendos pagos pelos bancos ao governo, atualmente de 5%. Os bancos também serão monitorados para manter empréstimos acima de determinado nível e limitar os bônus de executivos. Além disso, o Tesouro vai expandir uma linha de crédito para comprar commercial papers, títulos lastreados em cartão de crédito, para adquirir papéis tóxicos lastreados em hipotecas. Perdeu fôlego a ideia de um "bad bank" do governo para comprar ativos podres e limpar os balanços dos bancos.Também fará parte do pacote algum plano de redução de execução de hipotecas, com US$ 50 bilhões a US$ 100 bilhões. Os bancos americanos já acumulam US$ 745 bilhões de prejuízos com crédito. Segundo estimativa do FMI, as perdas chegarão a US$ 2,2 trilhões.

Patrícia Campos Mello, O Estadao de S.Paulo

06 de fevereiro de 2009 | 00h00

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