Apostas na alta do real chegam a US$ 13,7 bi

BRASÍLIA

Fabio Graner e Renata Veríssimo, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2011 | 00h00

A aposta dos bancos na valorização do real voltou a subir, atingindo US$ 13,69 bilhões no último dia 22 de junho. Em maio, os bancos fecharam com a chamada "posição vendida" em US$ 9,30 bilhões. O volume registrado no dado preliminar divulgado ontem está bem acima dos US$ 10 bilhões que o Banco Central disse que seria o nível adequado, quando adotou medidas para restringir essas apostas.

O chefe do departamento econômico do BC, Túlio Maciel, tentou demonstrar tranquilidade, argumentando que nenhuma instituição financeira está desenquadrada do limite individual imposto aos bancos - que é de, no máximo, US$ 3 bilhões ou o patrimônio do banco. Pela regra, quem supera o limite tem que recolher 60% do montante excedente. "A posição dos bancos reflete o fluxo cambial do mês. Como não há desenquadramento, a posição vendida está distribuída entre os bancos", disse.

Maciel informou que o fluxo cambial em junho, até o dia 22, foi negativo em US$ 2,65 bilhões. O saldo comercial no período foi positivo em apenas US$ 65 milhões, com exportações de US$ 13,60 bilhões e importações, de US$ 13,54 bilhões. O fluxo financeiro foi negativo em US$ 2,72 bilhões, sendo que US$ 25,08 bilhões entraram no País e US$ 27,79 bilhões saíram.

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