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Apple deve revelar hoje dois novos modelos de iPhone

Empresa deve mostrar as versões 5S e 5C; o segundo seria uma opção mais 'popular' do famoso smartphone

O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2013 | 02h15

Em evento marcado para as 14h de hoje (horário de Brasília), a gigante da tecnologia Apple deve revelar em sua sede, em Cupertino, Califórnia (EUA), o novo iPhone. Caso as apostas se confirmem, a empresa fundada por Steve Jobs deve apresentar dois modelos do aparelho, provavelmente chamados 5S e 5C.

O primeiro aparelho seria o sucessor do iPhone 5, lançado cerca de um ano atrás nos EUA (e em dezembro no Brasil).

Segundo especulações de sites especializados em tecnologia, o novo modelo pode trazer melhorias no processador com a introdução de um novo chip, o A7, que seria 31% mais poderoso do que o atual. A câmera pode vir com até 13 megapixels (a atual tem 8 megapixels) e um flash com dois LEDs, o que melhoraria as cores da imagem.

Outra novidade do telefone inteligente seria um botão de "Home" biométrico - isto é, capaz de ler a digital do proprietário, proporcionando assim maior segurança.

Versão econômica. Já o iPhone 5C seria um modelo mais econômico do smartphone, custando entre US$ 300 e US$ 400 nos EUA (na versão sem vínculo com operadora) - redução de cerca de 40% em relação ao tradicional preço da Apple.

Outro boato aponta que os dois celulares viriam com muito mais opções de cores do que o atual, incluindo dourado, verde, rosa, azul e amarelo.

O aparelho de menor custo seria uma reação da empresa à perda de terreno para celulares do sistema operacional Android, em particular da Samsung. Enquanto os concorrentes oferecem modelos em diversas faixas de preço, a Apple sempre lançou apenas um modelo por ano desde 2007.

O avanço da rival tem sido implacável. O sistema Android estava em 80% dos smartphones vendidos no mundo no segundo trimestre de 2013 (no ano anterior, a fatia era de 64,2%). Já a fatia do sistema da Apple, o iOS, presente apenas nos iPhones, encolheu de 18,8% para 14,2%, na mesma comparação, segundo a consultoria Gartner.

Um modelo mais barato também ajudaria a Apple a conquistar espaço nos mercados emergentes, onde vêm sendo ainda mais ofuscada pelo Android. Milhões de brasileiros, indianos e chineses compraram seu primeiro smartphone nos últimos dois anos, e a maioria deles não tem condições de arcar com o valor de um iPhone.

A preocupação da Apple com os emergentes ficou evidente com a programação de um evento para amanhã, em Pequim, na China, um dia após o lançamento nos EUA. Fontes dizem que a empresa teria fechado parceria com a China Mobile, maior operadora da China. / CAMILO ROCHA e BRUNO CAPELAS

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