Apple e Foxconn melhoram condições de trabalho na China

Relatório diz, porém, que, apesar da melhora, os ajustes mais duros nas fábrica ainda não foram feitos

SAN FRANCISCO, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2012 | 03h10

A Apple e a Foxconn melhoraram as condições de trabalho e segurança nas fábricas chinesas que fabricam a maioria dos iPads e iPhones, mas os auditores contratados para monitorar o processo alertaram que as tarefas mais duras ainda estão por acontecer.

O verdadeiro desafio é a redução do horário de trabalho em quase um terço para as centenas de milhares de pessoas que trabalham em fábricas da Foxconn em todo o sul da China, para cumprir leis trabalhistas locais até 2013, afirmou ontem a Fair Labor Association (FLA).

O grupo - do qual a Apple é membro - encontrou no início deste ano múltiplas violações de direitos trabalhistas, com o início de uma das maiores investigações já realizadas de operações de uma empresa americana fora dos EUA. A Apple concordou com a investigação para conter críticas de que seus produtos foram montados com a exploração de trabalhadores chineses.

A empresa mais valiosa do mundo e a Foxconn - que tem também entre os clientes nomes como Dell, Sony e Hewlett-Packard - concordaram em cortar horas extras, elevar a segurança, contratar novos trabalhadores e até melhorar a qualidade dos dormitórios.

Num relatório de acompanhamento do progresso dos compromissos, a FLA disse ter verificado que melhorias foram feitas e que a Apple estava tentando manter seu parceiro, a maior fabricante contratada do mundo.

"Um dos desafios de engenharia é ser capaz de reduzir o ciclo de produção, de modo que eles podem fazer tudo em 49 horas em vez de 60 horas. E o outro desafio é a expectativa dos trabalhadores", disse Auret van Heerden, presidente da FLA

Justiça. Em outro caso polêmico, a Apple e a Samsung não chegaram a um acordo sobre a disputa por patentes, após uma negociação, declarou na segunda-feira à Justiça um advogado da companhia sul-coreana. A juíza Lucy Koh tinha pedido que os presidente das duas empresas se falassem ao telefone pelo menos mais uma vez antes de o júri começar a deliberar nesta semana sobre o caso.

A Apple acusa a Samsung de copiar o design e alguns recursos do iPad e do iPhone e pede a suspensão das vendas, além de indenização. Já a companhia sul-coreana, que tenta se expandir nos Estados Unidos, alega que a Apple violou diversas patentes, incluindo as de tecnologia wireless.

Ontem era o dia de as empresas fazerem suas defesas finais na Justiça americana em relação à disputa. / REUTERS

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