Kimberly White/Reuters
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Apple mantém em sigilo plano de sucessão de Jobs

Empresa ignora pressão de acionistas e diz que divulgação do plano poderia expor dados confidenciais

, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2011 | 00h00

SAN FRANCISCO

Os acionistas da Apple se recusaram a revelar publicamente os planos da empresa para a sucessão do CEO Steve Jobs, de licença médica desde 17 de janeiro, sem data para voltar. Pela segunda vez em uma década, a reunião anual de acionistas, realizada ontem em San Francisco, não contou com a presença de Jobs, que completa 56 anos hoje.

Um fundo de investidores da Apple pediu que a decisão de divulgar os planos da Apple para substituir o cofundador da empresa fosse alvo de uma votação. Os detalhes dessa consulta, no entanto, não foram revelados.

Desde a licença de Jobs, cuja condição médica permanece em sigilo, investidores têm pedido mais informações sobre o futuro da empresa.

A decisão de não revelar os planos de sucessão de Jobs foi feita no mesmo dia em que a Apple confirmou um evento no dia 2 de março em São Francisco, em que possivelmente deve apresentar a segunda versão do iPad, o tablet da empresa que alterou o mercado de computadores.

Apesar de rejeitarem a proposta de divulgar os planos de sucessão, os acionistas aprovaram por unanimidade a exigência de que a nomeação do conselho da empresa seja feita com votação majoritária - uma vitória do Calpers, maior fundo de pensão dos Estados Unidos, que tem ações da Apple e havia feito a proposta.

O Central Laborers Pension Fund, que também possuiu ações da Apple, havia se pronunciado a favor da divulgação do plano para "garantir uma transição ordenada", caso Jobs deixe o cargo de CEO definitivamente.

A Apple afirmou que tem um plano interno, mas alega que a divulgação pública poderia expor informações confidenciais e reduziria a capacidade da empresa de contratar e reter executivos. Tim Cook, o substituto provisório de Jobs, respondeu a perguntas dos acionistas sobre o cofundador da Apple, os planos de sucessão da empresa, e sobre os próximos anos do iPad e do iPhone. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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