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Apple quer deixar de ser cara no Brasil

Novo gerente-geral trouxe a fabricação da Palm para o País

Renato Cruz, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2024 | 00h00

Uma pesquisa recente mostrou que o Brasil tem o iPod mais caro do mundo, e a Apple está disposta a mudar essa situação. A empresa cortou em 20% o preço de seus computadores e espera ampliar a distribuição de seus produtos, atingindo um público mais amplo. "Queremos ter preços mais competitivos e aumentar a capilaridade do Mac", diz Alexandre Szapiro, gerente-geral da empresa no País. "Teremos várias definições até o próximo mês."   Mais informações Antes de ingressar na Apple, há um mês, Szapiro foi vice-presidente da Palm no Brasil e no Cone Sul. Ele foi o responsável por trazer a fabricação dos computadores de mão para o País, o que derrubou o preço dos aparelhos em 30%. Segundo Szapiro, ainda não está definido se isso vai acontecer na Apple. "Seria importante para a Apple fabricar seus produtos no Brasil, para ter preços mais competitivos", afirma Ivair Rodrigues, diretor de Estudos de Mercado da consultoria IT Data. "Hoje ela tem preços diferenciados e atende a nichos bem específicos de mercado." Por não ter produção local, a Apple não recebe os benefícios da Lei de Informática e da Lei do Bem, o que faz com que suas máquinas sejam pelo menos 40% mais caras. Fora do Brasil, a empresa terceiriza a produção, o que já chegou a fazer por aqui há 10 anos, com a linha Performa.Desde 2002, a Apple não tinha um gerente-geral no Brasil. A operação da América Latina era comandada por um gerente-regional a partir de Miami. A entrada de Szapiro marca uma mudança de estratégia, com a decisão de acompanhar o mercado brasileiro mais de perto.Nos Estados Unidos, a participação de mercado da Apple no mercado de computadores chegou a 5,9% em junho, o que representa crescimento de um ponto porcentual sobre o ano anterior. As vendas de Macs têm sido incentivadas pelo sucesso do tocador de música digital iPod. No Brasil, a presença é bem menor. Por causa do preço mais alto, a empresa tem focado, nos últimos anos, no mercado profissional, em áreas como editoração e publicidade, e em aficionados por tecnologia. Szapiro tem como missão ampliar a oferta de computadores da Apple para o público geral.O Mac Mini, modelo mais barato da empresa, passou a ser vendido por R$ 2 mil, uma redução de 20% sobre o preço anterior. Mesmo assim, continua 65% mais caro que nos EUA.A empresa apresentou ontem, no Brasil, os produtos lançados no último dia 7 nos Estados Unidos. O novo iMac, feito de alumínio, tem preço a partir de R$ 5 mil no País. Lá fora, sai por US$ 1,2 mil. A empresa apresentou também as novas versões dos programas iLife?08, para criação de páginas na internet, álbuns digitais, filmes e músicas, e iWork?08, para textos, apresentações e planilhas. O iWork lê os formatos de documentos do Word, Excel e Powerpoint, da Microsoft.

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