Apple se torna a empresa com maior valor de mercado de todos os tempos

Tecnologia. Fabricante do iPad e do iPhone ultrapassou ontem o valor de mercado que a Microsoft havia alcançado no final da década de 90, antes do estouro da bolha da internet; as ações foram impulsionadas pelos rumores sobre o lançamento do iPhone 5

NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2012 | 03h06

A Apple é a companhia de maior valor de mercado do mundo em todos os tempos. Ontem, suas ações em alta fizeram com que a companhia alcançasse um valor de US$ 623,52 bilhões, batendo o recorde estabelecido pela Microsoft na embriaguez da bolha da internet.

Depois de cair por quatro meses, as ações da Apple atingiram recentemente novas altas em razão do otimismo com o lançamento do iPhone 5 e, possivelmente, de um iPad menor e mais barato. A Apple já é a companhia de maior valor do mundo desde o fim do ano passado. Hoje, o seu valor é 53% superior ao da segunda colocada, a Exxon Mobil.

No fechamento de ontem, as ações da Apple alcançaram a cotação de US$ 665,15, um avanço de 2,63% sobre sexta-feira. No pico, em 1999, a Microsoft chegou a valer US$ 620,58 bilhões, segundo a Standard & Poor's.

A comparação com a Microsoft não leva em conta, porém, a inflação. Em dólares corrigidos, no dia 30 de dezembro de 1999 a gigante do software valia cerca de US$ 850 bilhões. Hoje, ela vale US$ 257 bilhões.

Os analistas acreditam que as ações da Apple ainda têm potencial para crescer. A cotação indicada por 38 analistas ouvidos pela FactSet é US$ 745,80.

Apesar do aumento, o valor das ações da Apple não é particularmente elevado em comparação com seus ganhos nos últimos 12 meses. A relação "preço/lucro" da companhia é 15,6, em comparação a 16,1 da S&P 500. O que sugere que os investidores, ao contrário dos analistas, não acreditam que a companhia possa aumentar muito suas vendas a partir dos níveis atuais.

Expectativa. Além do iPhone e do iPad Mini, os analistas especulam que a Apple planeja produzir um aparelho de TV para completar sua série de produtos eletrônicos de consumo.

Na semana passada, o analista Peter Misek, do banco de investimentos americano Jefferies & Company, afirmou que a nova versão do iPhone poderá ser lançada em meados de setembro. Misek aumentou o preço-alvo do papel da Apple de US$ 800 para US$ 900, e previu que o iPhone 5 poderá "ser o maior lançamento de celular da história".

Misek disse que canais de verificações com produtores asiáticos de componentes sugerem que a Apple poder estar perto de lançar o tão falado iPad Mini. O analista também previu que um novo produto de TV da Apple "está em plena produção". Em geral, a Apple não costuma comentar seus projetos sobre produtos futuros até poucas semanas ou dias antes de um lançamento.

Com a alta das suas ações, os papéis se tornaram uma parte preponderante de muitas carteiras de investimento, muitas vezes sem que os investidores se dessem conta disso. A companhia representa 4,7% do valor do índice das 500 da S&P, que é usado como base para muitos fundos mútuos.

Petróleo. A maior companhia petrolífera da China, a PetroChina, poderia reivindicar um valor de mercado maior ainda do que o da Apple, por causa das peculiaridades da bolsa chinesa.

A PetroChina registrou, por breve tempo, um valor de US$ 1 trilhão depois que foi listada na bolsa de Xangai, em 2007, mas unicamente com base no seu preço naquela bolsa, que é isolada do resto do mundo financeiro por causa das leis chinesas sobre investimentos externos.

As ações da PetroChina também são negociadas em Hong Kong e na Bolsa de Nova York, e com base em seus preços, nunca chegou a valer US$ 500 bilhões. / AP e DOW JONES NEWSWIRES

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