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Apple Watch e o real início da 'era Tim Cook' na empresa

CENÁRIO: Camilo Rocha

O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2014 | 02h02

Dizer que a Apple não era mais a mesma depois da morte de Steve Jobs era uma avaliação repetida na mídia a ponto de virar clichê. De fato, sob Tim Cook, que sucedeu Jobs na empresa, nada foi lançado que igualasse o impacto gerado pelas aparições dos primeiros iPhone e iPad. O relógio que a empresa apresentou ontem está finalmente dando um pouco desse gosto a Cook. A repercussão do produto nas redes sociais e na mídia especializada eclipsou os novos iPhones (que, a bem da verdade, não trouxeram nenhuma novidade substancial a não ser a tela maior).

É claro, sempre há, e sempre em volume razoável, a turma do "esperava mais". Não é justo com Cook. Assim como o iPhone fez com o smartphone, o Apple Watch pegou um produto existente e o transformou em uma proposição bem mais atraente.

O design não só é bonito, mas atende a "todo mundo". A sacada é simples: três versões do produto: tradicional, esportiva e premium, com muitas opções de pulseiras. É lógico: um produto "vestível" tem que provocar vontade de ser usado.

Com as muitas opções de relógio, a Apple aumenta o alcance de seu produto. A Apple pensou como uma empresa de vestuário, e não de tecnologia. Já apontava isso ao convidar jornalistas de moda e estilo para cobrir o lançamento. A Vogue disse que, com o Apple Watch, "a batalha hi-tech para recolonizar o pulso despido do século 21 acaba de acelerar com força total".

A Apple resolveu a complicação de uso que existia em modelos de smartwatches de rivais. Nestes, geralmente o usuário tinha de realizar alguns movimentos na tela de toque para chegar ao aplicativo desejado. A Apple jogou tudo na tela principal - o acesso se dá por um botão lateral.

É claro que ainda falta combinar com os consumidores. O produto não é barato (a partir de US$ 349) e os usuários têm de decidir se precisam de mais esta engenhoca. Ele precisa ter por perto um iPhone para operar a grande maioria de suas funções. Muita gente pode decidir que dá na mesma ter apenas o smartphone.

Até agora, os relógios conectados de Samsung, LG e Sony ainda não "pegaram". Prevê-se um crescimento saudável para a categoria até 2020. Uma estimativa da Grand View Research diz que esse tipo de produto deve vender 135,3 milhões de unidades até 2020. Em 2013, eles venderam 2 milhões de peças. Na concorrência, há quem deposite na Apple a responsabilidade de fazer esse futuro promissor se tornar realidade e mudar a cara de mais um mercado.

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