Appy: CMN acredita em convergência da inflação

O secretário de Política Econômica, Bernard Appy, afirmou que ao fixar a meta de inflação em 4,5% em 2010, o Conselho Monetário Nacional (CMN) pretende que a inflação convirja para este objetivo até aquele ano. Mas ele destacou que o momento desta convergência é definido pelo Banco Central, a quem cabe conduzir a política monetária. Segundo Appy, a decisão do CMN sinaliza que o colegiado entende como perfeitamente factível que até 2010 a meta seja alcançada. Appy disse ainda que não se discutiu a meta de 2009, que já estava definida em 4,5%, e que a avaliação do CMN é que o desenho atual tem sido bem-sucedido. Ao contrário de outros anos, a meta não foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Appy se dispôs a "responder a somente duas perguntas" e não explicou por que Mantega e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e o presidente do BC, Henrique Meirelles, não falaram sobre o tema com os jornalistas.O diretor de Política Monetária do BC, Mario Torós, também foi bastante econômico nas explicações sobre os critérios de definição da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que foi mantida em 6,25% no próximo trimestre. Disse apenas que a taxa reflete a meta de inflação e o risco País e destacou que ela é voltada para o longo prazo e sua manutenção reflete uma confiança na convergência da trajetória de inflação para a meta. Torós evitou detalhar o porquê de a TJLP ficar estável em um momento em que as expectativas de inflação para 2008 já estão em 6,30%, o que implicaria em uma TJLP negativa em termos reais (ou seja, descontada a inflação).

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