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Appy: 'Há espaço para redução do spread'

O secretário de Reformas Econômico-Fiscais, Bernard Appy, afirmou hoje que "há espaço para a redução do spread" de operações financeiras no País, o que já está sendo promovido especialmente pela liderança dos bancos públicos, como Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal (CEF). "Os bancos públicos já operam com taxas menores que as dos bancos privados", comentou.

RICARDO LEOPOLDO, Agencia Estado

25 de maio de 2009 | 11h57

"Os bancos públicos já estão adotando uma postura mais agressiva que pode ser positiva para eles para aumentar participação de mercado." Spread é a diferença entre o custo pago pelo banco para captar recursos e o juro que ele cobra dos clientes.

Para Appy, contudo, o processo de redução dos spreads precisa ser feito com cautela, pois deve obedecer às boas práticas bancárias. "Ninguém quer que um banco público faça uma operação irresponsável. Isso é um processo de aprendizado. Os bancos (oficiais), que já vêm fazendo um pouco esse trabalho, talvez possam fazer um pouco mais. Eles, no entanto, já estão executando o trabalho de colocar um referencial de competitividade para o sistema bancário brasileiro", comentou.

Em palestra na Universidade São Judas, em São Paulo, Appy afirmou que a competição entre os bancos comerciais no Brasil poderia avançar. Ao sair do evento, ele explicou que a concorrência entre tais instituições financeiras não é a ideal porque, entre outros fatores, há um problema de assimetria de informação.

Cadastro positivo

Em sua exposição aos alunos da universidade, ele destacou que o cadastro positivo, aprovado na semana passada na Câmara dos Deputados, é um dos mecanismos que podem aumentar o fluxo de informações relativas aos bons clientes entre os bancos.

"A assimetria de informação limita a redução do spread bancário." Segundo ele, o cadastro positivo é um grande banco de dados que vai ajudar no aumento da disputa das instituições financeiras junto aos bons clientes, que apresentam histórico favorável.

Appy disse, mais cedo, à Agência Estado que o governo tem a expectativa de que o Senado possa aprovar tal instrumento até o fim de junho ou início do segundo semestre deste ano.

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