Appy: valor de isenção de IR da poupança será variável

O secretário extraordinário para reformas econômico-fiscais, Bernard Appy, explicou que não existe uma linha de corte fixa, em reais, para a isenção de Imposto de Renda para as pessoas que tiverem como única renda os rendimentos da caderneta de poupança. Essa linha de corte é variável, de acordo com a taxa de juros Selic. Em entrevista coletiva à imprensa no início da tarde, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a falar em R$ 1 milhão e, depois, em R$ 850 mil como "linha de corte".

RENATA VERÍSSIMO, CÉLIA FROUFE E FABIO GRANER, Agencia Estado

13 de maio de 2009 | 17h37

Segundo o Ministério da Fazenda, os poupadores que não têm outras fontes de renda tributável terão um limite de isenção de IR mais elevado que os demais poupadores, calculado com base na taxa Selic. Pelo exemplo citado por Appy, para uma Selic de 8,5%, uma pessoa que não tenha outra fonte de renda só será tributada se o saldo da poupança for superior a R$ 986 mil. O Ministério não divulgou uma tabela com simulações para várias faixas da taxa de juros básica.

Para os poupadores com outras fontes de renda, se a soma dos ganhos da poupança com os demais rendimentos for superior ao limite de isenção de IR, que o governo calcula em R$ 1.499,15 por mês, a partir de 2010, a tributação se dará na declaração de ajuste anual do IR pela alíquota correspondente.

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