Apreensão do mercado continua sem fatos novos

A tensão no mercado financeiro não deve diminuir no dia de hoje, a menos que se tenha alguma notícia nova que anime os investidores. Alguns analistas avaliam que com o nível alto das cotações atingido ontem, haveria espaço para um momento de correção técnica. No entanto para isso, esperavam uma colaboração do cenário internacional, com as bolsas dos EUA mantendo a recuperação vista ontem, o que não está sendo sinalizado neste início de dia. Por isso, os especialistas dizem que qualquer interrupção que ocorra na trajetória de alta das cotações será momentânea. As expectativas podem se reverter com uma notícia positiva e inesperada a respeito do cenário externo ou das eleições presidenciais. Afinal, esses continuam sendo os dois assuntos de maior destaque para os investidores.Internamente, hoje é dia de divulgação do resultado de mais uma pesquisa eleitoral. Mas os analistas não esperam grandes alterações no quadro atual onde Lula continua seguindo como preferido do eleitorado, seguido por Ciro e com Serra limitado à terceira colocação. Nos EUA, a agenda está cheia: várias empresas divulgam resultados, haverá divulgação de indicadores econômicos importantes e o pronunciamento do secretário do Tesouro, Paul O´Neill. "Vamos operar com um olho aqui e outro nos EUA, mas o destaque tende a ser o mercado externo", resumiu um especialista.Às 9h59, o dólar comercial para venda estava sendo cotado a R$ 2,9650, em alta de 0,64% em relação ao fechamento de ontem, e em novo recorde desde o início do Plano Real. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagavam taxas de 22,050% ao ano, frente a 22,100% ao ano negociados ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta de 0,10%.

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